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Mais de 40% dos reajustes salariais deste ano ficaram abaixo da inflação

Reajustes iguais e acima da inflação foram mais frequentes no comércio, mosta levantamento
Reajustes iguais e acima da inflação foram mais frequentes no comércio, mosta levantamento
  • Dados foram divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos;

  • Região Sul foi a que apresentou o maior percentual de reajustes iguais e acima da inflação;

  • Piores resultados foram encontrados no Centro-Oeste.

De janeiro a abril deste ano, quase metade dos reajustes salariais dados aos trabalhadores brasileiros foram abaixo da inflação, ou seja, sem ganho real. De acordo com levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 40,8% dos reajustes ficaram abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A pesquisa aponta ainda que, no primeiro quadrimestre de 2022, reajustes iguais e acima da inflação foram mais frequentes no comércio, presentes em cerca 67% das negociações analisadas. Em seguida, aparecem as negociações realizadas pelas categorias da indústria, nas quais houve pelo menos reposição da inflação anual, em 64% dos casos.

Os aumentos reais foram mais regulares na indústria (29,4% dos casos) do que no comércio (17,1%). O setor de serviços chama atenção pela maior proporção de reajustes abaixo (45,1%) e acima (29,8%) do INPC.

Gráfico mostra a proporção de reajustes com ganhos reais dentro do total (valores em %). (Divulgação/Dieese)
Gráfico mostra a proporção de reajustes com ganhos reais dentro do total (valores em %). (Divulgação/Dieese)

Em abril, a variação real média dos reajustes foi de -0,76%, resultado pior do que o das negociações com de março e ligeiramente melhor do que o daquelas com data-base em fevereiro. Os reajustes abaixo do INPC-IBGE de abril foram, em média, equivalentes a apenas 83% do valor necessário para a recomposição plena dos salários.

Sul tem melhor desempenho

Por região, nos quatro meses iniciais do ano, o Sul foi a que apresentou o maior percentual de reajustes iguais e acima da inflação - cerca de 77% dos casos analisados. Por sua vez, o Sudeste se destacou pelo maior percentual de ganhos acima da inflação (38,7%).

Os piores resultados foram encontrados no Centro-Oeste, onde 63,7% dos reajustes ficaram abaixo do INPC-IBGE, 21% acompanharam exatamente a variação do índice inflacionário e apenas 15,3% ficaram acima dele.

Em relação aos tipos de instrumentos, houve poucas diferenças nas distribuições dos reajustes salariais. Há incidência um pouco maior de reajustes abaixo e acima do INPC-IBGE nas convenções coletivas; e um pouco maior de resultados iguais a esse índice nos acordos coletivos.

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