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Mais de 30% dos pilotos de avião no Paquistão têm licenças falsas

Restos de avião que caiu em Karachi, no Paquistão. (Foto: Asif HASSAN / AFP) (Photo by ASIF HASSAN/AFP via Getty Images)

Um levantamento do Ministério da Aviação paquistanês, revelado nesta quarta-feira (24), afirma que mais de 30%, ou quase 1 em 3 dos pilotos de aviões comerciais do Paquistão não possuem licença para voar. Eles usam documentos falsos. As informações são da CNN.

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O ministro Ghulam Sarwar disse que dos 860 pilotos ativos no país, 262 não realizaram os exames necessários para se obter a permissão para voar. “Eles não têm experiência de voo”, disse Sarwar. No mundo todo, a aviação civil mantém testes rigorosos para aprovar a capacidade de um profissional de pilotar.

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Segundo a reportagem, há pilotos sem licença voando pela companhia aérea nacional do país, a PIA (Pakistan International Airlines), mas também por operadoras internacionais. 

Os indivíduos identificados serão imediatamente impedidos de voar.

As revelações vêm na sequência de uma investigação oficial em torno da queda de uma aeronave na cidade de Karachi, no dia 22 de maio. Não foi divulgado se os pilotos envolvidos no acidente tinham licenças falsas.

Segundo as autoridades, o acidente ocorreu por conta de “excesso de confiança” dos pilotos. Eles conversavam sobre o coronavírus enquanto realizavam a manobra de aterrissagem, e ignoraram os avisos da torre de que a aeronave estava alta demais. Desceram, mas sem abrir o trem de pouso. O avião bateu de barriga no chão, e apesar de os pilotos terem tentado voltar ao ar, era tarde demais. Os danos causados pelo impacto levaram a aeronave ao chão. Houve apenas dois sobreviventes.

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