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Mais da metade dos brasileiros têm medo de guardar fotos íntimas na nuvem

Ramon de Souza
·2 minuto de leitura

Você evita guardar fotos íntimas em serviços de armazenamento na nuvem? Caso a resposta seja “sim”, saiba que você não está sozinho — de acordo com uma nova pesquisa da Kaspersky, 48% dos cidadãos evitaria tal prática por não confiar nesse tipo de infraestrutura, enquanto 16% deles simplesmente têm vergonha de manter sua intimidade em servidores descentralizados. No total, isso representa 64% dos entrevistados.

O relatório, realizado em parceria com o instituto CORPA, mostra que, no geral, 80% dos entrevistados utilizam a nuvem como backup caso percam seu telefone celular — ou seja, para guardar fotos, vídeos, contatos e históricos de chats. Porém, assusta o fato de que 43% dos brasileiros deixam de adotar tal tecnologia por simplesmente não entender exatamente como ela funciona ou se ela é realmente segura contra-ataques cibernéticos.

“Usar a nuvem para armazenar nossos arquivos é um procedimento muito comum, pois facilita o acesso de qualquer dispositivo e em qualquer lugar do mundo, além de servir como backup em caso de perda ou roubo. No entanto, não podemos esquecer que esse espaço também pode ser invadido por cibercriminosos que buscam obter algo que possam transformar em dinheiro”, explica Fabio Assolini, analista de segurança da Kasperky.

A companhia lista algumas dicas para proteger suas fotos e vídeos na nuvem: verifique bem a segurança da plataforma utilizada (pesquisando o fornecedor de serviços de armazenamento); proteja os arquivos guardados (criptografando-os, caso possível); tome cuidado ao usar redes Wi-Fi públicas (para evitar ser vítima de ataques do tipo “man-in-the-middle”) e use senhas fortes para não ser invadido via força bruta.

“Caso fotos íntimas caiam em mãos erradas, as pessoas podem sofrer extorsão para que estas imagens não sejam publicadas na internet. Sempre verifique a segurança do provedor de nuvem e, ao mesmo tempo, tome medidas proativas para proteger os dados e informações que confiamos a estas plataformas, principalmente, use uma senha única e forte para cada serviço”, finaliza Assolini.

Fonte: Canaltech

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