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Mais bancos centrais tendem a emitir suas próprias moedas digitais, mostra pesquisa

Por Tom Wilson

Por Tom Wilson

LONDRES (Reuters) - Um número crescente de bancos centrais tende a emitir suas próprias moedas digitais nos próximos anos, mostrou pesquisa do Banco de Compensações Internacionais (BIS) nesta quinta-feira, à medida que o interesse pela tecnologia esquenta.

Cerca de 20% dos 66 bancos centrais pesquisados ​​pelo BIS disseram que provavelmente vão emitir uma moeda digital nos próximos seis anos, acima dos 10% do ano anterior. Um em cada 10 disse que provavelmente o faria nos próximos três anos.

Com o esforço do Facebook para lançar sua criptomoeda libra ampliando o debate sobre quem controlará o dinheiro no futuro, os principais países aceleraram o ritmo de análise das moedas digitais controladas por bancos centrais.

Essas moedas são dinheiro tradicional, mas em formato digital, emitidas e reguladas pelo banco central de um país. Por contraste, criptomoedas como bitcoin são produzidas resolvendo complexos quebra-cabeças de matemática e regidos por comunidades online em vez de um corpo centralizado.

Cinco bancos centrais, incluindo os de Japão, Grã-Bretanha e zona do euro, disseram na terça-feira que estavam unindo forças para analisarem a emissão de moedas digitais próprias. O desafio colocado pela libra provavelmente catalisou a mudança, disse à Reuters um ex-executivo do Banco do Japão.

Antes do lançamento da libra, em junho, os bancos centrais estavam otimistas sobre criptomoedas, principalmente por causa de mercados relativamente pequenos e uso limitado pelo público.

Mas a perspectiva de quase 2,5 bilhões de usuários do Facebook usarem a libra, com lançamento previsto para este ano, alimentou receios sobre o impacto de uma criptomoeda amplamente usada e sem controle de países sobre a política monetária.

Ainda assim, o BIS constatou que apenas 10% dos países desenvolveram projetos-piloto ou começou a analisar questões operacionais ou legais em torno de moedas digitais, sugerindo que a tecnologia permanece um pouco distante da implementação.

Dos bancos centrais pesquisados ​​pelo BIS, cerca de um terço eram de economias avançadas e o restante de países emergentes.