Mercado abrirá em 1 h 24 min
  • BOVESPA

    108.013,47
    +1.345,81 (+1,26%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    52.823,23
    -408,97 (-0,77%)
     
  • PETROLEO CRU

    86,79
    -0,17 (-0,20%)
     
  • OURO

    1.839,30
    -3,90 (-0,21%)
     
  • BTC-USD

    42.108,97
    +579,25 (+1,39%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.000,03
    +5,29 (+0,53%)
     
  • S&P500

    4.532,76
    -44,35 (-0,97%)
     
  • DOW JONES

    35.028,65
    -339,82 (-0,96%)
     
  • FTSE

    7.580,46
    -9,20 (-0,12%)
     
  • HANG SENG

    24.952,35
    +824,50 (+3,42%)
     
  • NIKKEI

    27.772,93
    +305,70 (+1,11%)
     
  • NASDAQ

    15.143,25
    +109,75 (+0,73%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2107
    +0,0433 (+0,70%)
     

Mais de 80% dos brasileiros têm medo que familiares idosos caiam em golpes

·3 min de leitura

O aumento no índice de golpes online também se refletiu em preocupações dos mais jovens com os mais velhos e, também, um índice mais alto de ajuda e troca de experiências sobre questões digitais. É o que mostra um estudo publicado pela Avast, que coloca os perigos maiores durante a pandemia como responsável por um total de mais de 80% dos brasileiros preocupados com a proteção de seus pais e avós.

São elementos que se desdobram em diversos aspectos, principalmente quando se fala de uma fatia que costuma ser a menos inteirada em temas de tecnologia e, também, a que menos confia no mundo digital para realizar tarefas do dia a dia. Enquanto falamos diariamente em metaverso, open banking e smartphones, 29% dos entrevistados revelam dificuldades em liberar espaço em seus dispositivos, enquanto outros 20% afirmam terem problemas em realizar compras pela internet ou realizarem o backup de seus arquivos.

Ao mesmo tempo, um terço da geração acima dos 65 anos gostaria de receber mais ajuda por parte dos mais jovens, com 58% destes admitindo temerem ser um fardo caso peçam esse tipo de suporte. Na ponta oposta, felizmente, também aumentou esse tipo de troca, com 62% auxiliando e orientando pais e avós quanto a tarefas digitais ou a segurança online, elementos essenciais em um período de isolamento social.

<em>Avast traça paralelo direto entre tempo de uso da internet e confiança na rede; menor índice entre os mais velhos também leva a mais pedidos de ajuda e isolamento digital (Imagem: Divulgação/Avast)</em>
Avast traça paralelo direto entre tempo de uso da internet e confiança na rede; menor índice entre os mais velhos também leva a mais pedidos de ajuda e isolamento digital (Imagem: Divulgação/Avast)

“Como indústria, precisamos ser facilitadores para os cidadãos digitais mais vulneráveis e o compartilhamento de conhecimento online precisa fazer parte das conversas familiares”, afirma Jaya Baloo, diretora de segurança da informação da Avast. Segundo ela, as gerações mais jovens têm desempenhado papel fundamental nesse aspecto, com um maior uso da rede também contribuindo para o aumento na confiança para realizar operações consideradas mais sensíveis.

O medo de ter senhas roubadas ou o perfil de e-mail e rede social invadido lidera a lista dos temores, aparecendo para 30% dos entrevistados. Depois está a perda ou roubo de identidade (28%) e os sites falsos de comércio eletrônico ou bancos (26%); por outro lado, a Avast também viu aumento nas medidas de segurança, com 78% dos brasileiros afirmando que deixaram de realizar alguma operação por suspeitarem ou temerem ataques.

Há, entretanto, o lado negativo desse tipo de cautela, que resulta no que o estudo indica ser um isolamento dos mais velhos em relação às questões digitais. Enquanto 48% decidiram não baixar certos arquivos ou conteúdos por suspeitarem de algo e 31% evitaram redes públicas devido ao temor de terem dados roubados, outros 39% afirmaram não realizarem compras online por esse mesmo medo, enquanto 29% relatam que não utilizam bancos pela internet.

Os níveis de desconfiança aumentam entre as maiores faixas etárias, enquanto a ajuda dos mais jovens e antenados é, novamente, considerada essencial para reverter esse quadro em prol da inclusão digital. “É positivo ver altos níveis de confiança online. No entanto, não podemos ignorar as diferenças, mantendo as gerações mais velhas em mente quando se trata de educação digital”, completa Baloo.

Aumento no uso, aumento na segurança

<em>Levantamento da Avast coloca o Brasil como um dos países com maior percepção de importância da internet (Imagem: Divulgação/Avast)</em>
Levantamento da Avast coloca o Brasil como um dos países com maior percepção de importância da internet (Imagem: Divulgação/Avast)

O estudo da Avast coloca o Brasil como um dos países com maior percepção da importância da internet em todo o mundo. 94% dos nossos conterrâneos afirmam que a rede é importante em suas vidas, enquanto 62% dos jovens passam mais de três horas por dia navegando, fora o tempo de trabalho; esse valor cai para 48% na faixa dos 55 a 64 anos e 51% acima dos 65 anos de idade.

Com isso, 86% dos brasileiros se sentem confiantes na utilização de serviços online, com esse valor caindo a cada faixa etária e chegando a 77% naqueles acima dos 65 anos. Por outro lado, 72% dos participantes da pesquisa disseram se sentir incomodados com esses temores, com 62% se declarando muito preocupados com a própria segurança online, enquanto 30% afirmaram não terem conhecimento o suficiente para se defenderem de ataques — entre os mais velhos, esse porcentual é de 42%.

A pesquisa da Avast entrevistou 16,1 mil pessoas em 17 países ao redor do mundo. O estudo de cidadania digital foi feito em parceria com a YouGov e faz parte de um levantamento global sobre as tendências de cidadania digital mundial.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos