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Mais de 6 mil meteoritos caem na Terra todos os anos

Todos os anos, milhões de meteoroides (rochas de tamanho variado, indo desde grãos de poeira a pequenos asteroides) atravessam a atmosfera da Terra. Durante a passagem, essas rochas são queimadas e emitem luz brevemente em belos meteoros, também conhecidos como “estrelas cadentes”. Os pedaços que resistem à viagem e chegam ao solo, recebem o nome “meteorito”. Então, ficamos com a pergunta: afinal, quantos meteoritos caem na Terra a cada ano?

Bem, o brilho dos meteoros vem da fricção com o ar, que faz com que estas rochas queimem e emitam rastros luminosos no céu — às vezes, elas podem brilhar tanto que recebem o nome “bola de fogo”. Milhares delas aparecem no céu a cada dia, mas como costumam aparecer durante o dia ou em regiões de baixa densidade populacional, ou acima de oceanos, acabam passando despercebidas.

Meteorito encontrado no Mississipi após uma "bola de fogo" brilhar no céu de três estados dos EUA (Imagem: Reprodução/NASA/Linda Welzenbach Fries)
Meteorito encontrado no Mississipi após uma "bola de fogo" brilhar no céu de três estados dos EUA (Imagem: Reprodução/NASA/Linda Welzenbach Fries)

Gonzalo Tancredi, astrônomo da Universidade da República, no Uruguai, nota que a maioria dos meteoros detectados na Terra vem das chuvas de meteoros, fenômenos periódicos relacionados à poeira liberada por cometas. Entretanto, estas chuvas não costumam gerar meteoritos, porque os fragmentos rochosos delas são frágeis demais para sobreviver à queima e chegar ao solo.

Para ele, não é possível saber a quantidade exata de meteoritos que caem no oceano e afundam, mas, ao analisar dados da Sociedade Meteorítica coletados de 2007 a 2018, Tancredi chegou a uma boa estimativa. A quantidade total de quedas de meteoritos na Terra é quase igual àquela da quantidade de meteoritos reportados em áreas urbanas, dividida pela porcentagem de área terrestre ocupada pelas cidades.

De forma geral, o astrônomo estima que cerca de 6.100 meteoritos caem todos os anos na Terra, mas somente 1.800 atingem o solo. Ele considera que rochas com até 10 m de diâmetro atravessam a atmosfera terrestre em intervalos que podem variar de seis a 10 anos. Já aquelas com algumas dezenas de metros de extensão (como a que causou o que ficou conhecido como “Evento de Tunguska”) ocorrem a cada 500 anos.

Por fim, impactos de alguma rocha com 1 km de diâmetro parecem acontecer em intervalos maiores, de 300 a 500 mil anos. Já as colisões de objetos espaciais com potencial ainda mais devastador — como aquela atribuída à extinção dos dinossauros, há mais de 60 milhões de anos — ocorrem entre 100 e 200 milhões de anos.

Fonte: Canaltech

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