Mercado fechado
  • BOVESPA

    105.069,69
    +603,45 (+0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.597,29
    -330,09 (-0,65%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,22
    -0,28 (-0,42%)
     
  • OURO

    1.782,10
    +21,40 (+1,22%)
     
  • BTC-USD

    47.141,38
    -9.821,18 (-17,24%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.367,14
    -74,62 (-5,18%)
     
  • S&P500

    4.538,43
    -38,67 (-0,84%)
     
  • DOW JONES

    34.580,08
    -59,71 (-0,17%)
     
  • FTSE

    7.122,32
    -6,89 (-0,10%)
     
  • HANG SENG

    23.766,69
    -22,24 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    28.029,57
    +276,20 (+1,00%)
     
  • NASDAQ

    15.687,50
    -301,00 (-1,88%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3953
    +0,0151 (+0,24%)
     

Mais de 140 mil usuários do Mega foram suspensos por violar direitos autorais

·3 min de leitura

O Mega, criado como o sucessor do finado Megaupload, é um dos mais populares sites de armazenamento de dados na nuvem. Desde sua fundação, em 2013, ele se vende como uma plataforma que respeita a privacidade de seus usuários, com os responsáveis pela operação do sistema não sabendo o que os clientes hospedam no site sem ter as devidas autorizações de acesso, como as chaves de descriptografia dos arquivos.

Por conta de suas políticas de privacidade, muitos usuários usam o Mega para compartilhar conteúdos com direitos autorais, como filmes, músicas ou programas de TV, assim como no Megaupload. Porém, em um esforço para se distanciar de seu antecessor e de suas polêmicas relacionadas a pirataria, a plataforma toma ações públicas contra esses clientes, como mostrado pelo relatório de transparência do site de 2021.

Em dados gerais, o relatório deste ano, que abrange o período de setembro de 2020 até setembro de 2021, revela que o Mega conta com mais de 230 milhões de usuários, espalhados por 200 países e territórios do mundo. Estes clientes usam o serviço para hospedar mais de 100 bilhões de arquivos, mostrando o crescimento da plataforma, que em 2014 contava com 3,4 bilhões. Porém, esses conteúdos muitas vezes infringem leis de direitos autorais.

<em>Os números de pedidos de remoção de arquivos recebidos pelo Mega em diferentes períodos. (Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto/Canaltech)</em>
Os números de pedidos de remoção de arquivos recebidos pelo Mega em diferentes períodos. (Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto/Canaltech)

O relatório mostra que, de setembro de 2020 até setembro de 2021, o Mega recebeu mais de 2,3 milhões de pedidos de remoção de conteúdo vindos de detentores de direitos autorais, que foram efetuados em um período de, no máximo, 4 horas. Segundo a plataforma, por conta desses mandados, 0,0007% do total de arquivos hospedados no serviço foram retirados.

Usuários do Mega que tiverem conteúdos com direitos autorais removidos três vezes durante um período de 6 meses são banidos do serviço. Caso provem que as retiradas foram injustas, as contas podem ser restauradas, mas são raros os casos onde isso ocorre, segundo o relatório.

No período analisado pelo relatório de 2021, 8,845 contas de usuários foram banidos do Mega por causa da quebra de direitos autorais. No total, desde a criação da plataforma, mais de 144 mil contas foram suspensas por essas infrações, segundo a plataforma.

Dados pessoais no Mega

O relatório do Mega também mostra que, em seus servidores na Nova Zelândia, Canadá e Europa, o serviço hospeda pouquíssimos dados pessoais dos usuários, como endereços de e-mail e atividades como como os uploads, compartilhamentos e conversas realizadas dentro do sistema da empresa.

A plataforma justifica explicando que retém essas informações para que possam ser usadas em casos de investigações criminosas ou outros tipos de operações de segurança, ajudando na identificação de suspeitos ou infratores pelas agências de proteção de vários países.

<em>Pedidos de agências de segurança para informações de clientes do Mega. (Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto/Canaltech)</em>
Pedidos de agências de segurança para informações de clientes do Mega. (Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto/Canaltech)

Como exemplo, o relatório cita que, com esses dados, o Mega auxiliou na prisão de abusadores de crianças e outros tipos de criminosos, que estavam hospedando arquivos ilegais na plataforma. O serviço afirma, porém, que só compartilha os dados com agências de proteção governamentais, negando 58 pedidos realizados por pessoas físicas no período de setembro de 2020 até setembro de 2021.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos