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Maioria nos países ricos afirma que divisão social aumentou com pandemia

·5 minuto de leitura

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - A pandemia adicionou um novo elemento sombrio à lista de luto, crises e desigualdades ao redor do mundo. Pesquisa do Pew Research Center, divulgada nesta quarta-feira (23), mostra que a maioria das pessoas em países de economia avançada sente que a divisão social aumentou desde a descoberta do coronavírus.

Uma das principais fontes de divergência, escancaram os números, está em como a população avalia medidas como o uso de máscara e o distanciamento social para frear o vírus.

O levantamento foi feito em 17 países da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania e revela que, em média, 61% dos entrevistados afirmam que suas sociedades estão mais divididas agora do que antes da pandemia, enquanto 34% sentem mais união.

O instituto comparou o cenário entre este e o ano passado e a percepção das divisões aumentou mais de 30 pontos percentuais em alguns deles, como Canadá e Japão.

Líder em número de mortes por Covid-19, com mais de 600 mil vítimas, os Estados Unidos também estão na ponta da lista sobre as cisões: 88% dos americanos dizem que estão mais divididos hoje, enquanto 77% se percebiam desta maneira no ano passado. Os que veem mais união eram 18% e, agora, somam apenas 10%.

Entre os japoneses, os que veem a sociedade mais dividida no país saltaram de 27% para 59%, enquanto no Canadá o índice foi de 29% para 61%.

A pesquisa ouviu 18.850 adultos por telefone --2.596 americanos, de 1º a 7 de fevereiro, e o restante, de 12 de março a 26 de maio, em países como Canadá, França, Alemanha, Espanha, Grécia, Itália, Reino Unido, Nova Zelândia, Austrália, Singapura, Japão e Coreia do Sul.

Na Europa, as visões mais pessimistas estão na Alemanha, Holanda e Espanha, onde quase oito em cada dez pessoas enxergam mais divisões nas sociedades de seus países. O otimismo, por sua vez, está do outro lado do mundo, em países como Nova Zelândia e Singapura, onde o sentimento de união prevalece em 75% e 86% dos entrevistados, respectivamente.

O ânimo, na maioria dos casos, está diretamente ligado a como cada país tem se saído no combate à pandemia. Na Nova Zelândia e Singapura, por exemplo, as mortes por Covid-19 não passam de 40.

Os principais motivos das divisões sociais são, justamente, as respostas das autoridades diante da pandemia, em termos econômicos e de medidas restritivas, diz o levantamento.

De acordo com a pesquisa, 41% dos entrevistados, em média, dizem que o uso de máscara, a ordem de ficar em casa e o distanciamento social foram implementados na medida certa em seus países, enquanto 37% afirmaram que deveria ter havido mais restrições e 18% relatam que queriam menos limitações.

Nesse quesito, mais uma vez a Nova Zelândia chama atenção. Depois de um lockdown rigoroso, que controlou a transmissão do vírus e deixou o número de vítimas na casa das dezenas, 80% dizem que as medidas do governo foram apropriadas, enquanto 10% queriam menos restrições e 11%, mais.

EUA, Canadá e Japão aparecem como os lugares onde a maioria dos habitantes diz que era preciso ter adotado mais restrições, enquanto a Grécia foi o único país pesquisado onde a maior parcela da população preferia ter passado por menos limitações no último um ano e meio.

Entre os americanos, por exemplo, 56% dizem que era preciso ter mais restrições, 17% avaliam as medidas como justas e 26% pediam menos limitações.

No país mais rico do mundo, apesar de recomendações do governo federal para o uso de máscara e o respeito ao distanciamento social --feitas aos soluços por Donald Trump em 2020 e efetivadas com mais rigor por Joe Biden desde janeiro-- são os governadores que têm autoridade para implementar as restrições locais.

Estados republicanos relaxaram mais rapidamente as limitações e retomaram as atividades antes de regiões controladas por democratas. Em muitos casos, a volta precoce resultou em novos surtos, agora controlados pela campanha de vacinação em massa que já imunizou com ao menos uma dose cerca de 65% dos americanos.

A pesquisa do Pew Research Center cristaliza a avaliação de que a ideologia determina, em grande parte dos casos, como as pessoas esperam que o governo lide com a pandemia. Aqueles que se identificam à direita do espectro político, por exemplo, apoiam em menor escalada as medidas de restrições para conter o vírus do que os que se se dizem de esquerda.

Da mesma forma, também há forte discordância no mundo todo sobre como cada país respondeu à pandemia em termos econômicos: em média, 46% dos entrevistados dizem que o país onde vivem está se recuperando economicamente bem, enquanto 47% dizem o contrário.

No geral, a avaliação de como os países estão respondendo à crise caiu do meio do ano passado para cá, principalmente nas regiões que enfrentaram novos surtos.

Um dos índices mais impressionantes vem da Alemanha, onde a parcela das pessoas que acham que o país está fazendo um bom trabalho no combate à crise caiu 37 pontos percentuais: eram 88% no meio do ano passado e 51% neste ano.

A avaliação positiva também caiu dois dígitos em países como Japão, Coreia do Sul, França e Itália. O Reino Unido, porém, aparece como o único lugar onde as classificações melhoraram: no ano passado, 46% dos britânicos avaliavam a resposta nacional à crise de forma positiva; hoje são 64%.

Pouco mais de um depois que a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que o mundo vivia uma pandemia, em média, 65% das pessoas dizem que suas vidas foram impactadas de alguma maneira, enquanto 34% afirmam que foram pouco ou nada afetadas pela crise. Apesar de todas as dificuldades, a grande maioria ainda acredita que o sistema de saúde de seus países está preparado para lidar com futuras emergências globais: 75% veem essa capacidade, caso novas pandemias aconteçam.

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