Mercado abrirá em 1 h 37 min
  • BOVESPA

    106.363,10
    -56,43 (-0,05%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.714,60
    -491,99 (-0,94%)
     
  • PETROLEO CRU

    81,50
    -1,16 (-1,40%)
     
  • OURO

    1.798,90
    +0,10 (+0,01%)
     
  • BTC-USD

    60.964,53
    +2.075,91 (+3,53%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.470,01
    -4,32 (-0,29%)
     
  • S&P500

    4.551,68
    -23,11 (-0,51%)
     
  • DOW JONES

    35.490,69
    -266,19 (-0,74%)
     
  • FTSE

    7.236,16
    -17,11 (-0,24%)
     
  • HANG SENG

    25.555,73
    -73,01 (-0,28%)
     
  • NIKKEI

    28.820,09
    -278,15 (-0,96%)
     
  • NASDAQ

    15.647,00
    +59,75 (+0,38%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4210
    -0,0037 (-0,06%)
     

Maioria das chamadas indesejadas esconde televendas e golpes

·4 minuto de leitura

Quem nunca recebeu chamadas indesejadas no celular? Elas são muito comuns no dia a dia dos brasileiros e, em geral, podem ser classificadas em quatro tipos: televendas, cobrança de desconhecidos, tentativas de golpe e chamadas de robôs.

Um levantamento encomendado pela First Orion e conduzido pela Opinion Box em parceria com a Mobile Time entrevistou 2.125 brasileiros e mostra os detalhes dessa prática no país. Entre os participantes da pesquisa, 92% já receberam ligações de televendas no celular. Incomodados por cobranças de desconhecidos e chamadas de robôs, por sua vez, são 88% cada. Já as chamadas que incluíam tentativas de golpe atingiram 72% dos entrevistados.

As ligações incomodam os destinatários. Entre aqueles que identificaram tentativas de golpe nas chamadas, 99% as consideram um transtorno. Em proporções um pouco menores, o mesmo ocorre com os que recebem cobranças de desconhecidos (93%), chamadas de robôs (90%) e ligações de televendas (89%).

Imagem: Reprodução/Envato/Pressmaster
Imagem: Reprodução/Envato/Pressmaster

Entre os importunados por chamadas de televendas, 80% dizem que prefeririam não recebê-las. A quantidade de ligações é alta: 51% dos participantes do levantamento dizem que recebem quatro ou mais delas diariamente.

As tentativas de golpe têm incidência menor. A maioria dos entrevistados (68%) aponta que elas ocorrem algumas vezes por ano e apenas 6% atendem a essas chamadas todo dia ou quase todo dia. A incidência é maior na região Norte (83%), enquanto a região Sul tem o menor índice (65%).

O golpe mais frequente é a falsa ameaça a um familiar (43%), como o falso sequestro. O roubo de dados financeiros vem em segundo lugar (40%). Outras ocorrências comuns são o roubo de dados pessoais (35%) e a clonagem de WhatsApp (30%). Em 45% dos casos, o golpista tinha dados pessoais da vítima.

Imagem: Reprodução/Opinion Box/Mobile Time
Imagem: Reprodução/Opinion Box/Mobile Time

Entre os que já receberam esse tipo de chamada, 14% caíram no golpe. A maior parte deles (18%) eram jovens de 16 a 29 anos, enquanto o índice entre aqueles com 50 anos ou mais é bem menor (8%). Boa parte das vítimas (77%) perdeu menos de R$ 1 mil com o golpe, mas 3% perderam mais de R$ 10 mil.

Chamadas de robô e cobranças de desconhecidos

As chamadas de robôs atingem 88% dos entrevistados e ocorrem mais nas classes A e B (93%) do que nas classes C, D e E (84%). A maioria daqueles que as recebem (90%) se incomodam com elas.

Imagem: Reprodução/Pexels/SHVETS production
Imagem: Reprodução/Pexels/SHVETS production

E as ligações de cobrança que buscam desconhecidos? Elas são comuns porque muitos golpistas usam dados falsos para fazer as mais variadas dívidas. Tanto é que 88% dos brasileiros já receberam esse tipo de ligação no celular. Embora a incidência seja maior entre consumidores das classes C, D e E, com 90%, as classes A e B também são bastante atingidas, com 85%.

A frequência diária ou quase diária desse tipo de ligação é percebida por 20% dos participantes da pesquisa. Por outro lado, 35% as recebem algumas vezes por ano e 27% algumas vezes por mês. A prática incomoda 93% daqueles que já foram vítimas dela.

Por todos esses motivos, 47% dos participantes da pesquisa quase nunca ou nunca atendem a chamadas de números desconhecidos. A desconfiança é maior entre pessoas com 50 anos ou mais (51%). Isso se transformou em uma barreira para o telemarketing ativo e para comunicações que podem ser do interesse do consumidor — como um alerta sobre uma tentativa de fraude no cartão de crédito, por exemplo.

Além disso, 21% dos entrevistados utilizam aplicativos de bloqueio dessas chamadas e 30% afirmam que seus aparelhos já vêm com esse recurso. Quase metade dos participantes da pesquisa (49%) conhecem o serviço “Não me perturbe”, que permite cadastrar números telefônicos para não receber chamadas de telemarketing. Apenas 21% dos participantes inscreveram suas linhas e, entre eles, 75% afirmam que o resultado foi positivo.

Imagem: Reprodução/Opinion Box/Mobile Time
Imagem: Reprodução/Opinion Box/Mobile Time

Diante desse cenário, quem é responsável por essas chamadas? Para 59% dos entrevistados, as operadoras de telefonia móvel têm responsabilidade sobre o problema. Mesmo assim, apenas 18% reclamaram a elas sobre a ocorrência. Para 44% deles, após a reclamação, o recebimento de chamadas indesejadas diminuiu ou acabou.

Entre os participantes da pesquisa, 59% informam que a promessa de um serviço de bloqueio de chamadas indesejadas seria motivo para trocar de operadora e 38% estão dispostos até a pagar por ele. Nesse grupo, 36% pagariam até R$ 1,99 por mês e 20% pagariam R$ 10 ou mais mensais pelo bloqueio.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos