Maioria conservadora em Portugal aprova duros orçamentos para 2013

Lisboa, 27 nov (EFE).- A maioria absoluta do governo de Portugal aprovou nesta terça-feira, em debate final no Parlamento, os orçamentos do país para 2013, que aprofundam a austeridade com novos impostos e cortes exigidos para seu resgate financeiro.

Enquanto era realizada a votação, milhares de manifestantes expressavam, às portas do Parlamento, sua rejeição aos orçamentos apresentados pelo Executivo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, contra os quais votaram, na sessão parlamentar, todos os partidos da oposição.

Os orçamentos, que ainda devem ser sancionados pelo chefe do Estado luso, o conservador Aníbal Cavaco Silva, para que possam entrar em vigor, já haviam sido aprovados de forma geral no dia 31 de outubro, e hoje terminou o debate final e as votações das muitas emendas e propostas apresentadas, sobretudo, pela oposição.

A aliança governista entre os social-democratas (PSD) e os democratas-cristãos (CDS-PP), que juntos representam 132 cadeiras de um total de 230, foi suficiente para garantir a aprovação de um texto que pôs à toda prova nos últimos meses a solidez do pacto.

Apesar das críticas a algumas das medidas de austeridade que constam no documento, sobretudo propostas pelo CDS-PP, os parlamentares dos dois partidos mantiveram a disciplina, com exceção do democrata-cristão Rui Barreto, que votou contra, da mesma forma que o fez em outubro.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, representou o governo no debate orçamentário final e defendeu as novas medidas de austeridade como única forma para que Portugal cumpra os compromissos do resgate financeiro, de 78 bilhões de euros, assinado no ano passado com a UE e o Fundo Monetário Internacional.

No entanto, ele reconheceu que a execução dos orçamentos está "cercada de muitos riscos e incertezas" devido ao contexto de crise em nível europeu.

Os democratas-cristãos, por sua vez, explicaram que apoiam o texto pelas consequências de uma rejeição que abriria uma "instabilidade orçamentária que levaria inexoravelmente ao fim do financiamento e, inclusive, à saída do euro", em palavras do vice-presidente do CDS-PP, Telmo Correia.

A oposição de esquerda, integrada pelos socialistas, dois partidos marxistas e um ecologista, rejeitou o projeto do governo e votou contra depois que, por sua vez, quase todas as emendas e acréscimos que propuseram foram rechaçados em diferentes votações.

Os duros orçamentos para 2013 monopolizam a política lusa desde setembro, embora nesses últimos meses o documento tenha sofrido retoques, alguns deles significativos. EFE

cotações recentes

 
Cotações recentes
Símbolo Preço Variação % Var 
Seus tickers vistos mais recentemente aparecerão aqui automaticamente se você digitou um ticker no campo "Inserir símbolo/empresa" na parte inferior deste módulo.
É necessário permitir os cookies do seu navegador para ver as cotações mais recentes.
 
Entre para ver as cotações nos seus portfólios.

Resumo do Mercado

  • Moedas
    Moedas
    NomePreçoVariação% Variação
    3,2502+0,0155+0,48%
    USDBRL=X
    3,6187+0,0012+0,03%
    EURBRL=X
    0,8973+0,0036+0,40%
    USDEUR=X
  • Commodities
    Commodities
    NomePreçoVariação% Variação

Destaques do Mercado

  • Líderes em Volume
    Líderes em Volume
    NomePreçoVariação% Variação
    13,02+0,15+1,17%
    PETR4.SA
    3,37-0,06-1,75%
    USIM5.SA
    3,67-0,03-0,81%
    GOAU4.SA
    15,07-0,36-2,33%
    VALE5.SA
    9,17-0,13-1,40%
    GGBR4.SA
  • Altas %
    Altas %
    NomePreçoVariação% Variação
    2,60+0,51+24,40%
    TOYB3.SA
    20,00+2,81+16,35%
    BRKM3.SA
    55,01+5,01+10,02%
    EEEL3.SA
    4,99+0,39+8,48%
    CAMB4.SA
    12,79+0,99+8,39%
    BTTL3.SA
  • Baixas %
    Baixas %
    NomePreçoVariação% Variação
    0,46-0,16-25,81%
    TCSA1.SA
    0,98-0,14-12,50%
    MMXM11.SA
    2,32-0,29-11,11%
    IDNT3.SA
    0,70-0,08-10,26%
    TIET1.SA
    2,15-0,21-8,90%
    LIXC4.SA