Maioria de Bolsas europeias cai por incertezas nos EUA

As maiores Bolsas europeias fecharam quase todas em baixa nesta sexta-feira, com exceção da de Madri, pressionadas pela incerteza sobre a aprovação de um acordo entre a Casa Branca e o Congresso dos Estados Unidos para evitar o chamado abismo fiscal. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,31%, terminando a sessão aos 280,95 pontos. Na semana, o índice avançou 0,55%.

Em pronunciamento no começo da tarde, o presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano John Boehner, disse que não conseguiu colocar em votação na noite passada seu plano B, para prorrogar os cortes de impostos para cidadãos do país que ganham até US$ 1 milhão por ano, por causa de uma divisão que surgiu dentro de seu partido, com alguns membros discordando da proposta.

Boehner também voltou a criticar o presidente Barack Obama, afirmando que a proposta apresentada pelo governo não resolve o problema dos gastos públicos, mas se mostrou disposto a continuar negociando para fechar um pacto que evite a entrada em vigor, em 1º de janeiro, de uma série de aumentos de impostos e cortes de gastos estimados em US$ 600 bilhões.

"Há simplesmente muita coisa em jogo no que diz respeito às negociações do abismo fiscal dos EUA", comentou a Capital Spreads em nota a clientes. "Se não houver uma resolução antes do fim do ano, isso pode significar uma catástrofe na maior economia do mundo."

A Bolsa de Londres encerrou a sessão em baixa de 0,31%, com o índice FTSE 100 a 5.939,99 pontos. Na semana, porém, o mercado inglês garantiu um ganho de 0,31%. As ações do setor bancário que mostraram as maiores perdas foram Lloyds (1,9%), Barclays (1,4%) e Royal Bank of Scotland (0,8%).

Em Paris, o índice CAC-40 teve um pequeno declínio de 0,15%, para 3.661,40 pontos, reduzindo o avanço semanal da Bolsa francesa a 0,50%. A ArcelorMittal, maior grupo siderúrgico do mundo, teve forte queda de 2,5% após anunciar uma baixa contábil de US$ 4,3 bilhões. A Alcatel-Lucent perdeu 3,8% no último dia em que foi negociada no índice, que passará por uma revisão na semana que vem.

O índice DAX, de Frankfurt, fechou aos 7.636,23 pontos, com baixa de 0,47%. Na semana, o mercado alemão acumulou um ganho de 0,52%. Um possível fator local de pressão foi o índice GFK de confiança do consumidor para janeiro, que recuou, contrariando expectativas de um avanço.

Na Itália, pesaram não apenas as dúvidas em torno do abismo fiscal, mas também a renúncia iminente do primeiro-ministro Mario Monti. Como prometido, Monti deixará o cargo ainda nesta sexta-feira, após a aprovação da proposta de Orçamento para 2013 nas duas casas do Parlamento italiano. Em Milão, o índice FTSE Mib caiu 0,40%, a 16.333,95 pontos. A alta na semana, no entanto, foi significativa, de 2,74%.

No mercado português, o índice PSI 20 registrou a maior queda do dia, de 0,93%, e fechou aos 5.693,22 pontos. Na semana, porém, a Bolsa de Lisboa acumulou ganho de 1,21%.

Em Madri, o índice Ibex-35 virou no final do pregão, avançando 0,32%, para 8.291.00 pontos. O ganho semanal foi o maior entre os grandes mercados europeus, de 3,33%. Os bancos BBVA e Santander, os mais negociados, subiram 0,4% e 1,2%, respectivamente.

Entre Bolsas europeias menores, a de Atenas também subiu. O índice ASE teve alta de 1,8%, para 896,88 pontos, com os investidores se mostrando mais otimistas em relação ao futuro econômico da Grécia. O membro do conselho executivo do BCE Jörg Asmussen afirmou que a economia grega deve voltar a crescer em 2014 e elogiou os esforços "significativos" do país na implementação de reformas. As informações são da Dow Jones.

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