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As maiores polêmicas dos games em 2021

·8 min de leitura

Embora 2021 tenha sido recheado de ótimos jogos e anúncios surpreendentes, o ano também foi repleto de polêmicas e controvérsias. Dentre os destaques (negativos), estão empresas se afundando em escândalos de assédio e discriminação, investimentos no mercado de NFTs para jogos e lançamentos conturbados.

A seguir, o Canaltech relembra as maiores polêmicas que cercaram os games em 2021 a seguir. Você lembra de algum outro momento questionável ou problemático que não deve ser esquecido? Compartilhe conosco através das redes sociais.

10. Sexualização da Lady Dimitrescu

A Lady Dimitrescu, antagonista de Resident Evil Village, da CAPCOM, foi uma das vilãs mais icônicas dos games neste ano — o visual estiloso e os 2,9 metros de altura fizeram sucesso entre os jogadores. Mas os fãs (e a própria CAPCOM) exageraram.

A personagem foi extremamente sexualizada nas redes sociais, com comentários obcecados pelo seu corpo e várias ilustrações dela usando lingerie. A própria empresa passou a utilizá-la ainda mais na campanha de marketing do game, chegando a publicar informações sobre o tamanho dos pés e até a cor das suas roupas íntimas.

Imagem revela cor da calcinha da Lady Dimitrescu (Foto: Divulgação/CAPCOM)
Imagem revela cor da calcinha da Lady Dimitrescu (Foto: Divulgação/CAPCOM)

9. Rinha de galo em Far Cry 6

O lançamento Far Cry 6, da Ubisoft, se envolveu em uma polêmica das grandes por conter um minigame de rinha de galos. A PETA (Pessoas pela Ética no Tratamento dos Animais, em tradução livre), uma conhecida ONG norte-americana, pediu que o estúdio removesse o recurso. A Ubisoft não removeu.

"Transformar um esporte sangrento e horrível como a briga de galos em uma partida de videogame no estilo Mortal Kombat está longe de ser uma inovação real, já que a sociedade de hoje se opõe fortemente a forçar os animais a lutar até a morte", afirmou em comunicado a gerente sênior da PETA Latino, Alicia Aguayo.

8. Preços absurdos do Nintendo Switch Online

A Nintendo anunciou, em outubro, um Pacote Adicional para seu serviço por assinatura, o Nintendo Switch Online. A expansão dá acesso aos jogos de Nintendo 64 e do SEGA Genesis, além de uma DLC de Animal Crossing: New Horizons. Porém, o vídeo que apresentava a novidade se tornou o mais odiado do canal da empresa no YouTube, com mais de 100 mil “não gostei”.

Houve vários motivos para isso. Primeiro: o preço salgado, 262% maior do que o plano sem a expansão, com valores que chegavam a R$ 421,99. Segundo: parou de pagar? Perdeu a DLC de Animal Crossing. Terceiro: os inúmeros problemas de performance no lançamento, como input lag — atraso para os comandos do controle aparecerem na tela —, som travando, quedas na taxa de quadros por segundo e controles mal posicionados.

7. GTA: The Trilogy bugado

Lançado em novembro, Grand Theft Auto: The Trilogy – The Definitive Edition é a coleção remasterizada de GTA III, Vice City e San Andreas. Expectativa: gráficos melhores. Realidade: bugs, personagens deformados e física fora da realidade. Tem até um carro que cresce de tamanho se dirigido em zigue-zague.

Para piorar, a Take-Two (dona da Rockstar) retirou os jogos originais das lojas digitais, forçando os consumidores a adquirir as novas versões pelo preço cheio, até R$ 320. A empresa também adotou uma postura mais dura contra mods (modificações feitas pelos próprios usuários), processando os criadores.

Pelo menos, as reclamações serviram para a Rockstar voltar atrás na decisão: os jogos originais foram disponibilizados novamente. Além disso, o estúdio pediu desculpas pelos problemas e prometeu lançar atualizações com melhorias e correções.

6. Abandoned

Abandoned, exclusivo de PS5, é uma incógnita. Alguns juram de pé junto que o game é a reencarnação de Silent Hills, jogo cancelado do Hideo Kojima; outros acreditam que não passa de um golpe da desenvolvedora, a BLUE BOX Game Studios.

Por incrível que pareça, temos poucas informações e imagens do game. O estúdio até prometeu um trailer inédito, mas, após muito hype e problemas técnicos, o vídeo era apenas um teaser de cinco segundos que já havia sido postado no Twitter. A frustração dos jogadores foi tanta que funcionários passaram a receber ameaças físicas e virtuais de morte (atitude injustificável, é claro).

"Você está pronto?"

5. Upgrade de PS4 para PS5 pago

Em 2020, a Sony prometeu que alguns jogos, como Horizon Forbidden West, teriam upgrade gratuito de PS4 para PS5; ou seja, quem comprasse a versão de PS4 poderia aproveitar a versão de PS5 assim que garantisse o novo console, sem custo adicional. Certo dia, a empresa simplesmente voltou atrás e afirmou que cobraria uma taxa de US$ 10 (cerca de R$ 50).

É claro que a comunidade não gostou da mudança, e reagiu agressivamente nas redes sociais. A repercussão foi tanta que o CEO da PlayStation, Jim Ryan, voltou atrás mais uma vez para o lançamento do novo Horizon. No entanto, estreias vindouras como God of War: Ragnarok e Gran Turismo 7, não terão o mesmo benefício. É uma pena, visto que a Xbox oferece esse tipo de upgrade gratuitamente com o Smart Delivery.

4. Violência contra mulher em 12 Minutes

Publicado pela Annapurna Interactive, 12 Minutes é um jogo point and click baseado em loops temporais, em que um homem precisa resolver um mistério envolvendo sua esposa e um policial em até… 12 minutos. A cada rodada, o jogador precisa testar novas possibilidades de modo a descobrir informações, e usá-las nos momentos certos.

O problema é que as possibilidades do jogo ultrapassaram os limites, o que rendeu críticas nas redes sociais. Para prosseguir na história, o jogador precisa violentar sua esposa grávida — você é obrigado a dopá-la em um determinado momento; assassiná-la é opcional — ou ser conivente com o policial a violentando. E o pior: o personagem não esboça grandes reações ou parece sentir algum remorso.

3. Twitch muda preço dos subs

Em julho, a plataforma de streaming Twitch reduziu os preços e repasses dos subs (inscrições) no Brasil, para deixá-los mais acessíveis aos usuários, condizentes com o preço de um café ou de um Big Mac no país. A ideia era simples: com os valores mais baixos, mais pessoas dariam sub, e os streamers receberiam mais dinheiro.

O que aconteceu, porém, foi o contrário: streamers viram seus ganhos caírem mais que a metade, e muitos deles cogitam ou já abandonaram a plataforma. “Sindicatos” e apagões foram organizados, e alguns usuários se viram obrigados a fazer lives com a tela preta para baterem a meta de horas mensais. Já a Twitch, que prometeu mais diálogo e transparência, não se pronunciou mais sobre o assunto desde então.

Twitch prometeu diálogo, mas não se pronunciou mais (Foto: Montagem/Felipe Goldenboy/Canaltech)
Twitch prometeu diálogo, mas não se pronunciou mais (Foto: Montagem/Felipe Goldenboy/Canaltech)

2. NFTs nos games

Sigla em inglês para non-fungible token (Token não fungível), NFTs já são polêmicos por si só, mas causaram ainda mais controvérsia por serem implementados em jogos por grandes estúdios, como Electronic Arts (EA) e Ubisoft. A plataforma deste último, Ubisoft Quartz, recebeu um recorde de dislikes no YouTube e foi mal recebida inclusive pelos próprios funcionários, que chamaram a iniciativa de “confusa” e “perturbadora”.

Também neste ano houve a ascensão dos jogos play-to-earn (jogue para ganhar, em tradução livre), principalmente pela popularização do Axie Infinity. Os jogos prometem dinheiro rápido e fácil, mas são criticados por serem investimentos de alto risco com uma roupagem fofa.

Alguns também acabam entrando em “scolarships”, em que uma pessoa “aluga” um personagem de outra pessoa e divide os lucros com ela. O conceito é comparado a uma “pirâmide”: quem começa no jogo depende de outras pessoas, e quanto mais pessoas entrarem na base, mais dinheiro os que estão no topo ganham.

1. Assédio na Activision Blizzard

A dona de jogos como Overwatch, Call of Duty e World of Warcraft vem passando pelo seu momento mais tenso: em julho, a empresa foi processada pelo DFEH (Departamento de Emprego e Habitação Justos da Califórnia, em tradução livre) por manter uma cultura de assédio sexual, remuneração desigual e retaliação constantes entre seus trabalhadores — a ação cita, inclusive, o suicídio de uma funcionária.

Funcionários e ex-funcionários relataram momentos de pavor no escritório da empresa (Foto: Divulgação/Activision Blizzard)
Funcionários e ex-funcionários relataram momentos de pavor no escritório da empresa (Foto: Divulgação/Activision Blizzard)

Desde então, foi descoberto que a empresa inteira, inclusive o RH, já sabiam dessas histórias, que foram acobertadas por mais de 20 anos. Além de estar ciente, o CEO, Bobby Kotick, já foi acusado por mulheres de má conduta e, inclusive, interviu diretamente em um caso para não demitir um homem acusado de assédio. Mesmo assim, ele afirma que só vai renunciar ao cargo se a cultura da Activision Blizzard não for resolvida “rapidamente”.

O CEO da Activision Blizzard, Bobby Kotick (Foto: Jordan Matter/Creative Commons)
O CEO da Activision Blizzard, Bobby Kotick (Foto: Jordan Matter/Creative Commons)

Vale lembrar que a Activision Blizzard não é a única empresa envolvida em escândalos: a Ubisoft está sendo denunciada há meses e, mais recentemente, a brasileira Wildlife Studios também.

Fonte: Canaltech

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