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Maior vulcão da Europa ilumina noite na Sicília

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
·2 minuto de leitura

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - O vulcão mais alto -e um dos mais ativos- da Europa, o Etna, está fazendo a festa dos fotógrafos nesta semana, com jorros que projetam lava a até 1.500 metros e produzem gigantescas nuvens de fumaça laranja. Cartão postal da Sicília, na Itália, o Etna tem 3.300 metros e há registros de sua atividade há 2.700 anos. A última grande erupção foi em 1992, e uma das mais violentas, em 1789 -quando as fontes de lava chegaram a 3.000 metros de altura. Apesar do espetáculo -que, segundo relatos, deixava as noites claras-, ela foi menos destrutiva que a de 1669, quando dezenas de cidades foram cobertas de lava, que percorreu cerca de 30 km e chegou até a costa. "Esta é certamente a explosão mais forte na cratera do sul que foi descoberta em 1971. Não vimos essas altas explosões há anos, mas no momento não há risco para a população, além da fumaça que pode criar problemas respiratórios por algumas horas, e as cinzas que cobrem edifícios e ruas", disse ao jornal britânico Guardian o vulcanologista Marco Neri, do INGV (instituto nacional italiano de geofísica e vulcanologia). Na erupção deste ano, as cinzas já chegaram à cidade de Catânia, 57 quilômetros ao sul da cratera, e interromperam o tráfego aéreo. As imagens espetaculares são na verdade fruto de uma atividade considerada "normal" pelos especialistas para um vulcão que expele o que chamam de magma primitivo -que vem de camadas mais profundas e têm mais gás, o que provoca jorros mais altos de lava. A erupção mais recente teve início no começo de fevereiro, acompanhada de tremores, e foi registrada por satélites da Agência Espacial Europeia. A manifestação desta semana começou às 22h de segunda (22) (horário local, 18h no Brasil). A mais longa erupção já registrada começou em julho de 1614 e durou dez anos, expelindo lava suficiente para cobrir 21 quilômetros quadrados (área maior que a do arquipélago de Fernando de Noronha).