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Maior trading de petróleo não vê retomada de viagens até 3º tri

Verity Ratcliffe e Anthony Di Paola
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O retorno da demanda por petróleo aos níveis pré-pandemia dependerá do uso de combustível de aviação, que dificilmente conseguirá se recuperar antes do terceiro trimestre deste ano, disse Mike Muller, responsável por operações da trading Vitol na Ásia.

O combustível de aviação foi o derivado de petróleo mais atingido pela pandemia de coronavírus na Ásia. A demanda da região por combustíveis como diesel e gasolina também foi afetada, mas se recuperou. A Vitol é a maior operadora independente de petróleo do mundo.

O uso global de petróleo caiu 9 milhões de barris por dia no ano passado, mas deve recuperar mais de 6 milhões em 2021, disse Muller na quarta-feira durante conferência online da Gulf Intelligence. “O mundo nunca viu uma transição como esta; administrar isso será muito desafiador”, disse. “A maior demanda que precisa retornar é a de combustível de aviação.”

Passe de vacina

A retomada do consumo de combustível de aviação não será possível sem uma maior imunidade entre as populações como resultado das vacinações e para pessoas que se recuperaram da Covid-19, disse Muller.

“Até que haja a distribuição e até que introduzamos o inevitável - que é, juntamente com seu passaporte normal, provavelmente um passe de vacinação -, essa demanda não deve se recuperar”, disse. “Olhando para as reservas de férias na Europa, nas Américas e na Ásia, ainda está tudo estável. Isso precisa mudar.”

Até o final deste ano, a demanda por combustível de aviação ainda estará entre 1 milhão e 2 milhões de barris por dia abaixo do nível anterior ao coronavírus, disse o CEO da Vitol, Russell Hardy, em entrevista à Bloomberg TV no mesmo evento.

A incerteza sobre a recuperação do consumo asiático levou refinarias da região a renunciarem a contratos de fornecimento de longo prazo na expectativa de preços mais elevados no futuro. A capacidade de refino de até 1 milhão de barris por dia na Ásia pode desaparecer devido às fracas margens de lucro, disse Arif Mahmood, da estatal Petronas, da Malásia, na mesma conferência.

“Isso abrirá oportunidades para que novas refinarias, como as do Oriente Médio, coloquem produtos na Ásia, ou aquelas com capacidade excedente”, disse Mahmood, responsável pela divisão de downstream da empresa. As margens de refino devem melhorar no segundo semestre do ano, afirmou.

Na Europa, a demanda deve se mover “muito de lado” nos próximos dois a três meses, disse Hardy na entrevista. No entanto, os mercados já se antecipam para precificar o efeito das vacinas contra o coronavírus, disse.

O mundo precisará de mais petróleo da Opep ainda neste ano e, possivelmente, também de mais oferta dos produtores de gás de xisto, disse Hardy.

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