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A maior tempestade solar do atual ciclo vem aí. Há algum perigo?

·3 min de leitura

Uma grande erupção solar foi ejetada do centro do disco solar, em relação ao nosso ponto de vista. Isso significa que as partículas carregadas estão vindo direto em direção ao nosso planeta, com potencial de causar instabilidade em alguns meios de comunicação. A erupção solar foi emitida nesta quinta-feira (28) e, por enquanto, é a mais forte do atual ciclo de 11 anos — mas, por enquanto, não há grandes riscos.

A nova erupção solar pertence à classe X1, o tipo mais poderoso, de acordo com os cientistas de clima espacial que monitoram eventos como este. Com isso, pode ser que a tempestade solar, que pode levar alguns dias para chegar até nós, gere um blecaute de comunicação de rádio por cerca de uma hora, em uma grande área da face iluminada da Terra.

De acordo com o comunicado do SpaceWeather, a erupção “criou um enorme tsunami de plasma na atmosfera solar” e enviou também “de presente” para nós uma ejeção de massa coronal (CME, da sigla em inglês). As imagens do coronógrafo ainda não estão disponíveis, mas os cientistas já têm evidências fortes o suficiente para declarar o evento que se aproxima com convicção. Foram relatadas fortes emissões de rádio geradas por CMEs e algumas das primeiras partículas energéticas aceleradas já atingiram a Terra.

Durante a erupção, um pulso de raios-X e radiação ultravioleta (que viajam à velocidade da luz e, portanto, chegam em apenas 8 minutos) extrema atingiu nossa atmosfera, mas ela é eficaz em absorver esse tipo de radiação — o resultado desse processo é a ionização das camadas atmosféricas superior, daí o nome “ionosfera”. Isso causou um blecaute de rádio de ondas curtas centrado na América do Sul, por volta do meio-dia desta quinta-feira.

(Imagem: Repropdução/Pepe Manteca/Creative Commons/Flickr)
(Imagem: Repropdução/Pepe Manteca/Creative Commons/Flickr)

Diferente das ondas de radiação, as partículas carregadas do Sol costumam viajar a 1,6 milhão de km/h ou mais, dependendo da força da ejeção, e normalmente levam alguns dias para chegar à Terra (a distância entre o Sol e a Terra, conhecida como Unidade Astronômica, é de 150 milhões de km, mas as partículas devem perder um pouco de velocidade durante a jornada). A CME deve chegar ao planeta em 30 ou 31 de outubro, mas previsões mais precisas podem chegar nas próximas horas.

A erupção parece ter se originado de uma mancha solar, catalogada como AR2887, atualmente posicionada no centro do Sol e voltada para a Terra. Talvez ainda haja mais erupções por vir, já que dois flares já foram produzidos — uma de classe M na terça-feira (26) e a de hoje. Há ainda outra mancha solar ativa, chamada AR2891, que disparou um flare recentemente, de classe M, enquanto “caminhava” para o centro do disco solar, em relação ao nosso ponto de vista. Esse processo de “giro” da mancha levará cerca de duas semanas.

Embora o tom da notícia possa parecer alarmante, enfatizamos que não há risco algum — ao menos por enquanto. O blecaute nos sinais de rádio deve ter afetado aviadores, marinheiros e operadores de rádio amador no lado diurno da Terra, por volta do meio-dia (horário de Brasília), mas no máximo devem ter ocorrido alguns efeitos estranhos em frequências abaixo de 30 MHz. Aliás, é incrível saber que os cientistas conseguiram detectar esse evento com algumas horas de antecedência, fruto de várias pesquisas científicas ao redor do globo, que só tendem a ampliar ainda mais a capacidade de previsão dos pesquisadores de clima espacial.

Fonte: Canaltech

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