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Maior risco leva fundo da Loomis a vender títulos de emergentes

Ruth Liew e Livia Yap
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Um fundo da Loomis, Sayles & Co. vendeu a maior parte de seus títulos de mercados emergentes sob a percepção de que o fortalecimento do dólar e rendimentos crescentes dos Treasuries aumentam o risco dessa classe de ativos na carteira.

A gestora Andrea DiCenso, de Boston, vendeu dívida pública em moeda local de países como África do Sul e México na semana passada, quando o nervosismo em torno da inflação impulsionou os rendimentos dos EUA para o nível mais alto em um ano. O posicionamento reflete a crescente cautela entre investidores sobre o risco de outra onda vendedora de títulos na escala da turbulência de 2013.

Segundo DiCenso, o aumento dos juros reais tende a ser fatal para o desempenho de ativos de mercados emergentes. “Estamos cada vez mais preocupados com a resiliência do ‘trade' de mercado local nas próximas semanas e meses.”

Títulos de países em desenvolvimento passaram a registrar perdas depois de um rali que atingiu o pico em janeiro, diante da perspectiva de uma política monetária mais apertada e de menos apoio dos bancos centrais. Ainda assim, alguns fundos como o Franklin Templeton dizem que outra onda de vendas pode ser uma oportunidade para comprar, já que a turbulência provavelmente seria apenas um revés temporário.

Em comparação com 2013, os riscos hoje são “mais preocupantes para os mercados emergentes” porque a alavancagem aumentou, disse DiCenso.

A onda vendedora de 2013 sacudiu os mercados emergentes quando o Federal Reserve anunciou que planejava reverter a flexibilização quantitativa, o que impulsionou os rendimentos dos títulos. Turquia, Brasil, África do Sul, Índia e Indonésia estiveram entre os países com maiores perdas.

Correção saudável

Mas nem todos concordam. A Finisterre Capital diz que expectativas de inflação mais altas são temporárias e espera que os rendimentos de referência dos títulos do Tesouro dos EUA se estabilizem depois de subirem para 1,7% a 1,75%.

“É apenas algo temporário”, disse Damien Buchet, CEO da Finisterre, uma unidade da Principal Global Investors, com sede em Londres. As correções são “bastante saudáveis para nossos mercados”.

A empresa permanece positiva em relação à dívida de mercados emergentes e protegeu seu portfólio reduzindo a exposição a moedas emergentes com alto beta e também o prazo dos títulos para diminuir a sensibilidade aos rendimentos dos EUA.

Volatilidade extrema

O fundo Emerging Markets Debt Blended Total Return da Loomis, que administra US$ 296,6 milhões, também vendeu títulos em moeda local da Rússia e da Indonésia. Mas manteve títulos de dívida egípcia e algumas posições brasileiras, enquanto ainda prefere crédito emergente e títulos soberanos em moeda forte.

Os rendimentos dos títulos de 10 anos da Indonésia subiram para 6,86% esta semana, o maior nível em cinco meses, enquanto os rendimentos das notas russas equivalentes aumentaram para 6,80% em fevereiro.

“Reduzimos drasticamente nossa exposição por causa das mudanças na dinâmica do mercado com o aumento da volatilidade de ativos cruzados”, disse DiCenso. A empresa irá reavaliar sua posição assim que a volatilidade começar “a recuar dos níveis extremamente elevados vistos agora”, acrescentou.

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©2021 Bloomberg L.P.