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Do maior potencial de venda até sair de graça: a história de Marcos Paulo no Fluminense

Luiza Sá
·5 minuto de leitura


Depois de um imbróglio sobre a renovação, o Fluminense acabou perdendo o atacante Marcos Paulo de graça para o Atlético de Madrid, da Espanha. Com contrato apenas até o fim de junho, o jogador irá logo depois para o novo clube, onde assinou um contrato de cinco anos. Integrante da "Geração de Ouro" do Flu em 2018, ele era visto como a possível maior venda da história do Tricolor, mas a trajetória acabou em frustração.

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Foi no Sub-17 do Fluminense que Marcos Paulo, ao lado de João Pedro, viveu o auge, levando a equipe ao título do Carioca e às finais da Copa do Brasil e da Taça BH. Naquele time estavam nomes bem conhecidos atualmente, além dos dois: Marcelo Pitaluga, Calegari, Luan Freitas, André, Martinelli, Wallace e Luiz Henrique. Boa parte desta geração (2001/2002) acabou alçada ao profissional cedo, mesmo antes de completar o Sub-20.

Marcos Paulo assinou o primeiro contrato profissional em julho de 2018, quando estava no Sub-17, durante a gestão de Pedro Abad. O vínculo era válido por dois anos. Com o assédio de clubes do exterior, o Fluminense aumentou o contrato para três anos, além de dar um reajuste salarial. Ou seja, até junho de 2021. Três anos é o máximo de tempo permitido pela Fifa para jogadores entre 16 e 18 anos.

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Foi também em 2018 que o Flu acertou a venda de João Pedro ao Watford (ING). Na época, Marcos Paulo havia recebido propostas, mas o clube preferiu negociar o outro atacante por entender que o atual camisa 11 poderia render valores mais altos. Quando completou 18 anos, em fevereiro em 2019, Marcos Paulo foi para os profissionais. Naquela época, ele já podia assinar um contrato de cinco anos com o clube, mas não houve conversas por parte de Pedro Abad, presidente da época. A primeira proposta de renovação foi em junho de 2020, por Mário Bittencourt, mas as conversas não tiveram sucesso.

VIDA NO PROFISSIONAL

O primeiro jogo de Marcos Paulo com a camisa do Fluminense no time profissional foi em 30 de janeiro de 2019, quando entrou na reta final da vitória sobre o Madureira, por 4 a 0, pelo Campeonato Carioca. A partir disso, o jovem se tornou peça importante do elenco de Fernando Diniz, se tornando uma espécie de 12º jogador. Com a demissão do técnico, porém, ele acabou oscilando entre titular e reserva no restante da temporada. No fim, foram 35 jogos, 20 como titular, e seis gols.

A estreia como titular foi em junho de 2019, contra a Chapecoense. Na época, ele reeditou com João Pedro o novo "casal 20", relembrando Assis e Washington na década de 1980, por terem uma parceria bem sucedida ainda em Xerém.

Já em 2020, a história se complicou. No início da temporada, ainda ao lado de Evanilson, Marcos Paulo reencontrou um bom futebol e foi importante para o Fluminense, mas acabou caindo de rendimento. A falta de regularidade se deu também pelas constantes trocas de posição, mais recuado, como centroavante, na ponta, e em poucas situações ele voltou a ser o jogador que despontou. Foram 42 jogos disputados, sendo 28 como titular, oito gols e sete assistências.

Fluminense - Marcos Paulo
Fluminense - Marcos Paulo

Marcos Paulo durante clássico com o Vasco (Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C)

CIDADANIA PORTUGUESA

Um dos fatores que facilitou a transferência do atacante para a Europa é a cidadania portuguesa. Neto de um português, ele foi convocado em algumas oportunidades para as seleções de base do país. A decisão por ter o passaporte europeu, inclusive, foi tomada já quando ele estava no Fluminense pensando na carreira do garoto. Tendo a dupla-nacionalidade, Marcos Paulo não ocupa uma vaga de estrangeiros nos clubes do Velho Continente.

A decisão por defender Portugal neste momento se deu porque o atacante não vinha sendo chamado pela Seleção Brasileira. O jogador já chegou a ter passagens pela Sub-17 e Sub-18 entre 2016 e 2018. Quando recebeu o convite dos portugueses, Marcos Paulo se interessou. Mesmo assim, o jovem ainda pode decidir no futuro qual das duas camisas vai preferir vestir. Segundo as regras da FIFA, um atleta não poderá defender outra seleção caso dispute uma competição oficial da entidade pela seleção principal.

ENTRAVE POR RENOVAÇÃO

Quando Mário Bittencourt realizou a primeira proposta de renovação, em junho de 2020, não houve acordo. Isso porque o estafe de Marcos Paulo já vislumbrava uma transferência para a Europa na janela seguinte e chegou a avisar ao Flu que chegaria uma proposta do Olympique de Marselha (FRA), mas nunca houve. Depois disso, o Fluminense tentou mais uma vez acertar o novo vínculo, dando aumento de salário ao jogador, mas novamente foi deixado em compasso de espera. Já no fim do período de transferências, em outubro, o Torino (ITA) realizou a única procura oficial com um empréstimo com opção de compra. Depois de uma contraproposta sobre o parcelamento dos valores, os italianos não voltaram a responder e desistiram após realizarem outra contratação.

Com isso, novas conversas aconteceram em dezembro e as partes saíram otimistas do encontro, com a proposta de três anos de contrato e o aumento salarial. Entretanto, não chegou contraproposta pois o estafe afirmou que esperaria esta janela atual para buscar um clube europeu. No fim, Marcos Paulo encontrou seu destino, o Atlético de Madrid, mas o Fluminense ficou sem qualquer compensação.

O FUTURO

Agora, resta saber se o Fluminense seguirá utilizando Marcos Paulo até o último dia do contrato, em 30 de junho, ou se afastará o atleta do elenco, como fez com o volante Dodi, por exemplo. No time de Marcão, o atacante perdeu espaço e é reserva, mas vem entrando no decorrer das partidas.