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Maior parte dos brasileiros quer que empresa arque com custo de deslocamento

Mais da metade dos brasileiros preferem trabalhar em home office para reduzir os gastos com combustível e economizar o tempo com o deslocamento (Getty Creative)
Mais da metade dos brasileiros preferem trabalhar em home office para reduzir os gastos com combustível e economizar o tempo com o deslocamento (Getty Creative)
  • Brasil aparece empatado com o México, com 87% dos entrevistados respondendo que a empresa deve ser responsável por esse tipo de custo

  • 54% dos profissionais brasileiros preferem trabalhar em home office para reduzir gastos com transporte

  • Após preço da gasolina cair mais de 19,2%, Petrobras ainda vê espaço para novas reduções

Uma pesquisa realizada pela empresa de pesquisas OnePoll, em parceria com a Citrix Systems, apontou que 9 em cada 10 brasileiros acham que o empregador deve arcar com os gastos de deslocamento para o trabalho. As informações são do portal InfoMoney.

O levantamento, realizado em diversos países, comprovou que o Brasil aparece empatado com o México, com 87% dos entrevistados respondendo que a empresa deve ser responsável por esse tipo de custo. Na França, esse índice é de 84% dos trabalhadores e, no Reino Unido, de 65%. O motivo seria principalmente a alta dos preços dos combustíveis.

Em junho, um levantamento da PicPay comprovou que o gasto do brasileiro com transportes aumentou 14% no mês de março de 2022 em comparação com dezembro de 2021. Segundo o estudo, o gasto médio para esse tipo de despesa saltou de R$ 271 para R$ 310 e o motivo seria justamente a alta dos combustíveis.

Entre dezembro e março, o brasileiro gastou pelo menos R$ 39 a mais com transporte. O levantamento considerou, além do gasto com abastecimento, custos com aplicativos de mobilidade, pedágio e transporte público.

A pesquisa da OnePoll levantou ainda que 54% dos profissionais brasileiros preferem trabalhar em home office para reduzir os gastos com combustível e economizar o tempo com o deslocamento.

Preço do combustível deve diminuir

Após o preço da gasolina ter caído mais de 19,2% em menos de três meses, a Petrobras ainda vê espaço para novas reduções.

O preço médio da gasolina da Petrobras estava 5%, ou R$ 0,17, acima do PPI, enquanto a o diesel estaria 2%, ou R$ 0,09, acima do preço de referência, de acordo com dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustível (Abicom). Isso significa que, em tese, os dois combustíveis poderiam ser ajustados para baixo.

A um mês da eleições, as pressões políticas do presidente da reública e candidato, Jair Bolsonaro, também influenciam nos preços dos combustíveis. Uma fonte com conhecimento da empresa ouvida pelo Estadão prevê pelo menos mais três reduções no preço da gasolina em refinarias da Petrobras até as eleições presidenciais de outubro.