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Maior oferta de açúcar deve manter preços globais mais baixos

Ainslie Chandler
·1 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Os preços do açúcar devem permanecer fracos nos próximos meses devido à expectativa de que o mercado volte a registrar superávit no ano que vem.

A forte produção deve se sobrepor ao retorno a padrões de demanda mais normais após as paralisações por causa da Covid-19, que limitaram o consumo. Isso tende a segurar os preços, que acumulam queda de cerca de 11% em relação ao pico deste ano em fevereiro, de acordo com análises da Fitch Solutions e Rabobank.

A Fitch Solutions espera uma supersafra em 2020-21, e o mercado deve registrar superávit de 10 milhões de toneladas, depois do déficit de 5 milhões de toneladas em 2019-20, de acordo com relatório enviado por e-mail. A produção deve aumentar 13,3% na comparação anual, após dois anos de queda.

O Rabobank, por sua vez, é um pouco menos otimista. O banco prevê superávit de 0,2 milhão de toneladas para a temporada 2020-21, puxado pela forte produção e incertezas de demanda, de acordo com o relatório Sugar Quarterly. O volume segue um déficit de valor bruto de 1 milhão de toneladas em 2019-20, disse o banco.

O superávit será sustentado por “recuperações da produção na Índia, Tailândia, UE e área do NAFTA”, disse o analista do Rabobank, Charles Clack, em comentários por e-mail.

O Brasil pode registrar safra recorde de açúcar em 2020-21: a previsão da Fitch é de aumento de cerca de 35% da produção com relação ao ano anterior, para 39,5 milhões de toneladas.

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