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Maior mina de cobre do mundo enfrenta risco de greve

James Attwood
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- Supervisores da mina Escondida, no Chile, rejeitaram a oferta salarial final da empresa, o que aumenta as chances de uma greve que poderia desacelerar a produção na maior operação de cobre do mundo.

Cerca de 98% dos membros do Sindicato Nº 2 de Supervisores aprovaram uma greve na votação encerrada na quarta-feira, disse o sindicato. A mina, controlada pela BHP, solicitou cinco dias de mediação oferecidos pela legislação local na tentativa de evitar a paralisação. As negociações podem ser estendidas por mais cinco dias, se ambas as partes concordarem.

Embora a mina provavelmente possa continuar em operação durante uma paralisação dos supervisores, o ritmo de produção pode diminuir, dando mais suporte aos preços do cobre que subiram mais de 40% em relação à mínima de março. Em julho, a mina Escondida produziu cerca de 100 mil toneladas, segundo dados do governo.

“Se não for possível chegar a um acordo e uma greve for convocada, as operações poderiam continuar, mas em situações em que a segurança ou o planejamento futuro se tornam um problema; a mina não seria capaz de operar a plena capacidade”, escreveu Tyler Broda, analista da RBC Capital Markets.

A votação dos supervisores de Escondida ocorre apenas dois dias depois de trabalhadores da mina de cobre chilena Candelaria, controlada pela Lundin Mining, também terem rejeitado uma oferta final em negociações salariais. Sindicatos de outras minas chilenas que também negociam novos contratos neste ano acompanharão de perto o andamento dos acordos de Escondida e Candelaria.

As minas de cobre chilenas conseguiram manter a produção durante a pandemia com a suspensão de atividades não essenciais e redução de trabalhadores nas operações. Isso despertou preocupação de sindicatos com a segurança no emprego, o que pode favorecer as empresas nas negociações salariais.

A Antofagasta conseguiu evitar greves em julho, após o processo de mediação. A Lundin também optou pela mediação. Um segundo sindicato da mina Candelaria deve votar sobre a greve nos dias 4 e 5 de outubro.

Escondida “está convencida de que sua última oferta é séria e apresenta melhoras”, disse por e-mail. “A empresa continua aberta ao diálogo e a chegar a um acordo que se reflita em um contrato coletivo mutuamente benéfico que aborde os desafios de curto e longo prazo que deve enfrentar como organização.”

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