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Maior informalidade afeta contribuições para a Previdência, alerta analista do IBGE

Ricardo Moraes/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Analista do IBGE avalia que elevado nível de informalidade no mercado de trabalho tem impedido uma melhora mais consistente no poder de compra das famílias brasileiras.

  • Outro ponto, ela destaca, é que elevada informalidade tende a prejudicar a contribuição dos trabalhadores para a Previdência Social.

Para a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Adriana Beringuy, o elevado nível de informalidade no mercado de trabalho tem impedido uma melhora mais consistente no poder de compra das famílias brasileiras, além de prejudicar a contribuição dos trabalhadores para a Previdência Social.

A avaliação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, segundo o qual a proporção de trabalhadores ocupados e que contribuem para a Previdência Social ficou em 62,6% no trimestre encerrado em novembro. O número é ligeiramente acima do resultado de outubro (62,4%).

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De acordo com a analista do IBGE, a massa de renda cresce via ocupação, mas não cresce via rendimento.

“A despeito de ter mais gente trabalhando, o rendimento médio do trabalho não está reagindo. As ocupações informais têm rendimentos mais baixos, esses trabalhadores acabam não recolhendo (contribuição) para a Previdência. Então, (a informalidade) tem aí impactos na economia e em termos também previdenciários”, alerta Adriana.

No trimestre encerrado em novembro, o Brasil registrou um recorde de pessoas ocupadas, embora 41,1% delas atuem como informais. O levantamento inclui os empregados do setor privado sem carteira assinada, os trabalhadores domésticos sem carteira assinada, os trabalhadores por conta própria sem CNPJ, os empregadores sem CNPJ e o trabalhador familiar auxiliar.

Em um contexto de mais pessoas trabalhando, a massa de salários em circulação na economia cresceu R$ 6,179 bilhões no período de um ano: atingiu R$ 215,104 bilhões, alta de 3,0% no trimestre encerrado em novembro de 2019 em relação ao mesmo período de 2018. Já a renda média dos ocupados teve alta de 1,2%, para R$ 2.332, R$ 27 a mais que o salário de um ano antes.

Pela estimativa do economista-chefe da corretora Necton Investimentos, André Perfeito, a elevação da massa salarial deve ser um dos elementos que impactarão positivamente o Produto Interno Bruto (PIB) do país deste ano.

Conforme Perfeito, a economia no último trimestre refletirá também os efeitos mais claros da liberação doFGTS. Haverá ainda efeitos defasados das reduções anteriores da taxa de juros, que vêm se incorporando aos poucos à atividade.