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Maior filamento cósmico já visto mede 50 milhões de anos-luz; veja imagens

Daniele Cavalcante
·2 minuto de leitura

Cientistas anunciaram a observação do filamento cósmico mais longo já encontrado. Ele se estende por nada menos que incríveis 50 milhões de anos-luz — e pode ser que seja ainda maior. A equipe conseguiu detectar a teia de gás ao estudar um sistema de três aglomerados de galáxias a 700 milhões de anos-luz da Terra, chamado Abell 3391/95.

Foi através de imagens tiradas com o eROSITA, um instrumento de raios-X a bordo do telescópio espacial russo-alemão Spektr-RG, que os cientistas puderam observar o aglomerado e cada uma das galáxias individuais que fazem parte desse sistema. Entre elas, estava o imenso filamento, conectando-as.

(Imagem: Reprodução/Reiprich/Astronomy & Astrophysics
(Imagem: Reprodução/Reiprich/Astronomy & Astrophysics

Após a descoberta, os pesquisadores compararam a teia observada com as simulações feitas anteriormente por outros estudiosos em super computadores, e ficaram surpresos com o quanto as imagens do eROSITA eram semelhantes às previsões teóricas. “Isso sugere que o modelo padrão amplamente aceito sobre a evolução do universo está correto”, disse Thomas Reiprich, autor do novo estudo.

Os astrônomos já sabem há algum tempo que o espaço entre as galáxias não está vazio. Além da matéria escura invisível, há teias cósmicas de gás que parece “conectar” as milhares de galáxias por todo o cosmos. Feitas de longos filamentos de hidrogênio que sobraram do Big Bang, acredita-se que as teias contenham a maioria (mais de 60%) do gás no universo e alimente diretamente todas as regiões produtoras de estrelas no espaço.

Mas não é fácil observar os filamentos diretamente porque eles estão entre as estruturas mais fracas do universo, e acabam sendo facilmente ofuscados pelo brilho das galáxias ao seu redor. Mas com os instrumentos modernos e novas pesquisas dedicadas ao tema, cada vez mais técnicas surgem não apenas para detectar como também para mapear a teia cósmica de todo o universo local.

À direita está a imagem da eROSITA, e à esquerda uma simulação de computador para comparação (Imagem: Reprodução/Reiprich/Space Science Reviews)
À direita está a imagem da eROSITA, e à esquerda uma simulação de computador para comparação (Imagem: Reprodução/Reiprich/Space Science Reviews)

Reiprich e seus colegas estão agora entre os pesquisadores que conseguiram tornar o gás de filamentos completamente visível. “A eROSITA tem detectores muito sensíveis para o tipo de radiação de raios-X que emana do gás nos filamentos”, disse Reiprich. “Ela também tem um grande campo de visão — como uma lente grande angular, captura uma parte relativamente grande do céu em uma única medição e em uma resolução muito alta”.

Contudo, mesmo cobrindo uma área tão grande, pode ser que a imagem obtida não tenha conseguido revelar toda a extensão dos filamentos. Pode ser que em um futuro bem próximo seja possível observar ainda mais deste e de outros filamentos ainda ocultos, principalmente quando o novo telescópio James Webb iniciar suas atividades. De acordo com a NASA, ele vai “mudar a forma como pensamos sobre o céu noturno e nosso lugar no cosmos”, e isso sem dúvida pode incluir novos filamentos universo afora.

Fonte: Canaltech

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