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Maior diversidade em Hollywood pode elevar receita em US$ 10 bi

Elizabeth Elkin
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O talento negro está sub-representado na indústria do cinema e da televisão, o que está custando bilhões a Hollywood.

Isso de acordo com a McKinsey que descobriu que os consumidores poderiam aumentar os gastos até US$ 10 bilhões adicionais, ou 7% a mais, se os projetos de cinema e TV fossem mais racialmente diversificados. Projetos liderados por negros têm sido subfinanciados e desvalorizados, apesar de geralmente fornecerem um melhor retorno sobre o investimento, disse a consultoria em relatório na quinta-feira.

“Os executivos devem aspirar a ganhos ainda maiores à medida que o público se torna mais diverso e o crescimento da demanda por conteúdo diverso ultrapassa em muito o crescimento da oferta”, de acordo com o relatório.

Os estúdios de Hollywood produziram durante anos filmes e programas que escalam homens brancos de forma desproporcional. A Netflix, maior serviço de streaming do mundo, está fazendo algum progresso na diversificação em Hollywood, mas ainda há muito o que fazer, especialmente atrás das câmeras. E a Hollywood Foreign Press Association, que apresenta o programa de premiação da TV the Golden Globes, tem sido criticada por sua falta de diversidade.

Algum progresso foi feito em Hollywood nos últimos anos em termos de diversidade de talentos na tela. Mas a proeminência de alguns filmes e programas de TV de alto perfil com protagonistas negros não muda o fato de que o talento negro ainda é pouco representado, de acordo com a pesquisa.

Filmes com dois ou mais profissionais negros em papéis criativos fora da tela - como produtor ou diretor - recebem orçamentos que são mais de 40% mais baixos do que outros filmes, descobriu a McKinsey. Mas esses projetos geram 10% mais receita de bilheteria por dólar investido na distribuição e publicidade do que filmes com um ou nenhum profissional negro de criação. Apenas 6% dos filmes têm diretor negro.

O aumento de US$ 10 bilhões calculado pelos pesquisadores usou uma linha de base de US$ 148 bilhões - número que inclui bilheteria global de cinemas, bem como serviços de streaming e TV nos Estados Unidos, mas exclui esportes e programas de improviso.

O relatório analisou dados e conduziu entrevistas com dezenas de profissionais de cinema e TV. Os autores colaboraram com o BlackLight Collective, grupo de líderes negros no cinema e na TV.

“Quando a representação na tela e fora dela do talento negro corresponder à parcela dos negros americanos, e quando a indústria conseguir desmontar as barreiras onipresentes do local de trabalho que impedem os criadores negros de contar uma série de histórias, os espectadores de todas as raças terão acesso aos muitos produtos diferentes da expressão criativa negra”, disseram os pesquisadores.

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