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Maior demanda por papel higiênico macio tem custo climático

Gerald Porter Jr.

Os americanos têm passado mais tempo em casa ultimamente e, com isso, estão gastando mais em papel higiênico macio. Mas isso pode ser má notícia para o meio ambiente.

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O tipo de papel delicado que se esgotou no início da pandemia utiliza material proveniente principalmente de florestas desmatadas, de acordo com o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, na sigla em inglês). Os escritórios, por outro lado, tendem a usar papel higiênico de fibras recicladas, disse o grupo.

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“O efeito colateral de uma crise não deveria exacerbar outra”, disse Shelley Vinyard, especialista em meio ambiente do NRDC, que divulgou relatório na quarta-feira sobre o impacto climático do papel higiênico. “Não há nenhuma razão real para que o papel higiênico do escritório seja fabricado com material reciclado e o do consumidor seja de fibra virgem.”

Quase 60% do papel higiênico doméstico nos EUA vem do chamado material virgem, proveniente de florestas do norte do Canadá. Há anos, o NRDC tem destacado o impacto do papel higiênico que utiliza material não reciclado.

No novo estudo, o grupo deu notas F às marcas da Procter & Gamble, Georgia-Pacific e Kimberly-Clark - os três maiores fabricantes de papel higiênico dos EUA - pelo impacto ambiental de seus produtos.

A P&G disse por e-mail que sua popular marca Charmin é “proveniente de florestas administradas de forma responsável” e que pelo menos uma árvore é renovada para cada uma que a empresa usa. Um representante da Georgia-Pacific se referiu a uma declaração anterior de que a empresa está comprometida com a sustentabilidade e que o Canadá, em particular, possui regulamentos em vigor para ajudar a minimizar o risco de desmatamento.

A Kimberly-Clark se comprometeu a reduzir o uso de fibra de madeira virgem de florestas naturais em seus produtos de tissue em 50% até 2025, disse Terry Balluck, porta-voz da empresa. “Entendemos o ponto de vista do NRDC e continuamos comprometidos com o diálogo contínuo sobre os desafios complexos apresentados em seu relatório.”

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