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Maior catálogo do plano da Via Láctea traz 3,32 bilhões de objetos

Uma equipe de astrônomos produziu um grande catálogo do plano da Via Láctea. Considerado o maior deste tipo já criado, o novo conjunto de dados traz 3,32 bilhões de objetos da nossa galáxia observados pela câmera Dark Energy, do Observatório Interamericano de Cerro Tololo, formado por diferentes telescópios instalados no Chile.

Observar os bilhões de estrelas, regiões de formação estelar e torres de gás e poeira não é uma tarefa nada fácil, mas mesmo assim, os pesquisadores conseguiram revelar uma quantidade surpreendente destes objetos com detalhes sem precedentes. Ao longo de dois anos de trabalho do levantamento Dark Energy Camera Plane Survey (DECaPS2), eles conseguiram mais de 21.400 exposições individuais de mais de 3 bilhões de objetos.

O resultado é a imagem abaixo:

Levantamento do plano da Via Láctea representado em menor resolução para facilitar a visualização; há 3,32 bilhões de objetos nele (Imagem: Reproduçaõ/DECaPS2/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURA)
Levantamento do plano da Via Láctea representado em menor resolução para facilitar a visualização; há 3,32 bilhões de objetos nele (Imagem: Reproduçaõ/DECaPS2/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURA)

O levantamento DECaPS2 revelou observações do plano da Via Láctea observado no hemisfério sul em comprimentos de onda da luz visível e infravermelho próximo. A primeira leva de dados foi publicada em 2017 e, com a mais recente, o programa agora cobriu 6,5% do céu noturno (o equivalente a 13 mil vezes a área angular da Lua na fase cheia).

“Um dos motivos principais para o sucesso do DECaPS2 é que simplesmente apontamos para uma região com uma densidade extraordinariamente alta de estrelas, e fomos cuidadosos para identificar fontes que parecem estar quase uma acima da outra”, disse Andrew Saydjari, autor principal do artigo que descreve as observações. “Isso nos permitiu produzir o maior catálogo já feito com uma só câmera”, finalizou.

A maior parte das estrelas e poeira da Via Láctea fica no disco, a faixa brilhante que se estende na imagem que você viu acima. Claro, as estrelas e poeira ali rendem fotos incríveis, mas também são um desafio para as observações: a poeira ali absorve a luz das estrelas e “esconde” aquelas de brilho mais fraco, enquanto as nebulosas interferem nas tentativas de medir o brilho de objetos indivuais.

Uma pequena parte do catálogo, repleta de estrelas e nuvens de poeira escura (Imagem: Reprodução/DECaPS2/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURA)
Uma pequena parte do catálogo, repleta de estrelas e nuvens de poeira escura (Imagem: Reprodução/DECaPS2/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURA)

Para completar, a quantidade de estrelas é tanta que elas podem se sobrepor na foto, tornado ainda mais difícil a diferenciação individual delas. Ao observar esta região tão completa em comprimentos de onda do infravermelho próximo, os astrônomos conseguiram observar o que há além da poeira absorvendo a luz. Ainda, eles usaram técnicas de processamento de dados que permitiram prever o fundo atrás de cada estrela.

Como resultado, o catálogo final dos dados processados tem maior precisão. “Com este novo levantamento, podemos mapear a estrutura tridimensional das estrelas e poeira na Via Láctea em detalhes sem precedentes”, acrescentou Edward Schlafly, coautor do estudo. “Este é um grande feito técnico: imagine uma foto em grupo com mais de três bilhões de pessoas — e cada um dos indivíduos é reconhecível!”, comemorou Debra Fischer, diretora de ciências astronômicas no NSF.

O artigo que descreve as observações será publicado no suplemento da revista Astrophysical Journal e pode ser acessado no repositório arXiv, sem revisão de pares.

Fonte: Canaltech

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