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Maia nega que paralisação na Câmara prejudique seu mandato: 'quem explode é o governo'

João de Mari
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Brazil's Lower House Speaker Rodrigo Maia speaks during a key vote by the lower chamber on whether to suspend President Michel Temer and put him on trial over an alleged bribery scheme to line his pockets, in Brasilia, Brazil, Wednesday, Aug. 2, 2017. Temer appeared to have the upper-hand and is confident he can survive bribery charge vote. (AP Photo/Eraldo Peres)
A eleição municipal esvazia o Congresso Nacional nesse período porque os parlamentares se dedicam à campanha nos estados de origem (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou, nesta segunda-feira (2), que a paralisação das votações na Casa prejudique o seu mandato e disse acreditar que, caso a pauta não volte a andar, "quem explode é o governo”.

“Eu vi notas outro dia de que era para não deixar a pauta da Câmara andar, para esvaziar a minha presidência. Está esvaziando o governo. E quem vai explodir se a pauta da Câmara não andar não é o meu mandato [à frente da Câmara], que acaba dia 1º de fevereiro. Quem explode é o governo”, disse Maia durante uma entrevista concedida ao jornal Valor Econômico.

Na avaliação de Maia, o repasse da pauta não esvazia seu mandato. Pelo contrário, ele acredita que prejudica o país, pois algumas medidas podem perder a validade se não forem votadas nas próximas semanas.

“Quem está desorganizando com essas obstruções da Câmara, mais lentidão na decisão sobre a PEC Emergencial, é o próprio governo. Quem vai pagar essa conta é o Brasil. Sem dúvida nenhuma. O país paga essa conta, recorde no desemprego”, afirmou.

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O avanço das votações tem sido impedido devido a disputa pela presidência da CMO, reivindicada pelo Centrão, a proximidade das eleições municipais e a antecipação das discussões sobre a sucessão no comando na Câmara.

O impasse em relação à definição do comando da CMO já se arrasta há várias semanas. Partidos do chamado Centrão pressionam para que seja escolhida uma deputada indicada por eles para o comando da comissão. A eleição para a CMO também serve para medir forças em relação à sucessão à presidência da Câmara.

Além disso, faltam menos de oito semanas para o início oficial das férias dos congressistas, a partir de 23 de dezembro — a eleição municipal esvazia o Congresso Nacional nesse período porque os parlamentares se dedicam à campanha nos estados de origem.