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Maia não dará andamento a impeachment de Bolsonaro, diz líder da minoria

Raphael Di Cunto e Marcelo Ribeiro

Para Jandira Feghali, do PCdoB-RJ, conversas sobre o tema estão praticamente encerradas A líder da Minoria na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), afirmou nesta segunda-feira que as conversas o impeachment do presidente Jair Bolsonaro por estimular protestos contra o Congresso estão praticamente encerradas porque o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não deverá dar andamento a um eventual pedido da oposição.

“Um impeachment, hoje, não tramitaria nas mãos do Rodrigo Maia. Mesmo que configurasse, como muitos juristas já falaram, um crime de responsabilidade, o presidente da Câmara não daria prosseguimento”, afirmou Jandira, que fala em nome de parte das siglas de oposição.

O grupo esperava uma reunião com Maia sobre o assunto, mas já considera que haverá apenas a tradicional reunião dos líderes partidários para discutir a pauta de votações do plenário.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Maia cobrou respeito às instituições democráticas após Bolsonaro compartilhar o vídeo convocando a população a participar dos protestos. No entanto, acrescentou que o país precisa “de paz e responsabilidade para progredir”. “Criar tensão institucional não ajuda o país a evoluir”, escreveu no Twitter. Ele evitou comentários posteriores sobre o caso e negou que haja uma crise com o Executivo.

Para Jandira, a definição da pauta de votações da Câmara e do Congresso deve ser a resposta a Bolsonaro. “Não podemos seguir votando a reforma administrativa ou a carteira verde e amarela. Temos que votar aquilo que importa ao país, à sociedade, e não o que é importante para o governo”, disse.

“Não é possível que um Parlamento atacado permanentemente pelo Executivo queira comprar briga com a sociedade. Precisamos estar ao lado da sociedade”, concluiu a deputada.