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Maia muda tom contra Bolsonaro e diz que "há chance de ruptura institucional"

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minuto de leitura
BRASILIA, BRAZIL - AUGUST 12: Rodrigo Maia, president of Brazil's Lower House, and Jair Bolsonaro President of Brazil makes a pronouncement reaffirming his commitment to the government spending ceiling amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Alvorada Palace on August 12, 2020 in Brasilia. President of the Senate Davi Alcolumbre, Economy Minister Paulo Guedes and parliamentarians and ministers accompanied. Brazil has over 3.164,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 104,201 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Foto: Andressa Anholete/Getty Images
Foto: Andressa Anholete/Getty Images

Prestes a deixar a Presidência da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) mudou o discurso e agora fala que há risco de “ruptura institucional” caso o candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao comando do Legislativo, Arthur Lira (PP-AL), vença a eleição.

“Houve e há uma chance de ruptura institucional. A eleição da Câmara é um divisor de águas nesse assunto. Acho que o presidente da Câmara precisa ser alguém que não seja dependente do governo e que não deva sua eleição ao presidente da República. Com isso, o presidente [Jair Bolsonaro] se sentirá forte o suficiente para ampliar o conflito com as instituições democráticas, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal”, disse Maia ao jornal Folha de S.Paulo.

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A mudança de discurso chama a atenção porque, desde o início do governo Bolsonaro, Maia nunca manifestou risco de real abalo à democracia a ponto de engavetar 60 pedidos de impeachment contra o presidente.

Em oposição a Bolsonaro, Maia conteve o andamento das pautas de extrema-direita e distribuiu uma coleção de notas de repúdio contra os discursos antidemocráticos do chefe do Executivo, mas capitaneou ações na área econômica que agradaram ao mercado, como a reforma da Previdência, ou deram impulso à popularidade do presidente, como o auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia.

O mandato de Maia, que começou em 2016, termina nesta segunda-feira (1º), totalizando quatro anos, seis meses e 19 dias de comando, o que o tornou o mais longevo presidente da Câmara de forma ininterrupta desde Ranieri Mazzilli (1958-1965).

Em contraponto a Bolsonaro, Maia contribuiu para estabilizar o mandato de Michel Temer (2016-2018), do MDB, envolvido em escândalos de corrupção e salvo de um processo de impeachment.

Nos quatro anos e meio da gestão Maia, a Câmara colocou em andamento uma forte agenda pró-mercado. Além da Previdência, foram aprovadas a emenda constitucional de congelamento dos gastos federais, a reforma trabalhista, a alteração das regras de exploração do pré-sal, a liberação das empresas para terceirizar atividades-fim, entre outras.

Maia diz que, nesse período, seus maiores erros foram não ter avançado na reforma tributária e ter aceitado que o governo levasse a chamada PEC Emergencial, pacote de medidas de corte e controle das despesas públicas, para o Senado, que não a votou.