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Maia elogia voto de Fachin e diz que é clara reação do STF às fake news

Raphael Di Cunto

Ministro do Supremo avalizou a continuidade do inquérito que apura ataques contra integrantes da Corte O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elogiou nesta quinta-feira o voto do ministro Edson Fachin a favor do inquérito das fakes news no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que, há uns meses, a opinião de todos é de que ele se posicionaria contra a investigação sobre o esquema de ataques à corte e a democracia nas redes sociais.

“O voto do ministro Fachin foi voto muito importante. Todos, há alguns meses atrás, tinham opinião de que o voto dele vinha em outro caminho, mas [ontem] ele disse que ‘chega uma hora que tem um limite’”, disse Maia, ao participar de videoconferência do Instituto de Garantias Penais (IGP) sobre o “Papel do Congresso na Defesa das Garantias Penais”.

Para Maia, o voto do ministro Fachin “é sinalização clara de reação do Supremo Tribunal Federal contra as matérias falsas”. “Lembro de eleições anteriores em que alguns candidatos produziam dossiês ou até jornais falsos, mas tinham impacto muito pequeno porque exigiam muita mão de obra e atingiam poucas pessoas. Com a tecnologia isso mudou”, disse.

Maia afirmou que foi vítima de ataques estruturados no ano passado nas redes sociais, quando essa estrutura tinha muito mais poder do que tem hoje. “Hoje tem reação às fake news nas redes sociais, até majoritária, com muita gente contestando e rebatendo”, comentou.

O presidente da Câmara opinou que é preciso entender esse movimento e descobrir quem o financia e os motivos por trás disso “porque não é normal um empresário formal estar patrocinando ataques ao presidente da Câmara e ao Supremo”. “Lendo esses livros de estudiosos, percebe-se que há sim intenção desses movimentos de extrema direita no Brasil e no mundo de quererem criar nova ordem no mundo, um novo formato, que é claro que eles vão dizer que é democracia, mas que sabemos que não é”, afirmou.

Ele procurou desvencilhar esse movimento orquestrado por uma nova ordem mundial do presidente Jair Bolsonaro, que “foi eleito democraticamente”, mas disse que há empresários e políticos por trás do esquema e que é preciso descobrir quem são e criminalizar essas práticas.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, elogiou as posições do ministro do STF, Edson Fachin, a respeito das "fake news"

Michel Jesus/Câmara dos Deputados