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Maia diz que, se opinião dos médicos for por adiar eleições, ele é a favor

Raphael Di Cunto

Presidente da Câmara reforça, no entanto, que decisão cabe ao conjunto dos deputados e senadores O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que defende o adiamento das eleições em 30 ou 60 dias se essa for a recomendação dos médicos que estão aconselhando o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, mas que a decisão será do conjunto de deputados e senadores.

Barroso marcou uma reunião com os líderes partidários da Câmara e do Senado na próxima semana para que conversem com os médicos e decidam. O Ministério Público Eleitoral (MPF) já se manifestou contra adiar a data de realização das eleições.

Segundo Maia, muitos prefeitos também são contra adiar por entenderem que isso pode desestabilizar as contas públicas, mas que sua opinião é que o combate à pandemia da covid-19 é prioridade. “Se for necessário, eu sou a favor. Fico com essa preocupação, que a gente tem feito sempre, da importância de não ter segunda onda de contaminação”, comentou.

O presidente da Câmara ressaltou que essa é sua opinião, mas que o adiamento dependerá da aprovação de uma emenda à Constituição, que exige o apoio de 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores. Portanto, caberá aos médicos convencerem também esses parlamentares.

“Com a apresentação dos médicos vamos poder tomar decisão pelo adiamento ou não. Pelo que eu sei, a maioria dos médicos que está nesse trabalho avalia que há muita dificuldade de eleição em outubro porque o país é continental. Em algumas regiões a contaminação estará caindo, mas em outras estará crescendo. É muito difícil em setembro que a curva esteja caindo em todo o país”, disse.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, diz apoiar adiamento das eleições caso seja essa a orientação dos médicos

Najara Araujo/Câmara dos Deputados