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Maia diz que mentir em CPI é crime e defende punir o sexismo

Raphael Di Cunto e Marcelo Ribeiro

Declarações foram feitas após um ex-funcionário da Yacows e pessoas ligadas a Bolsonaro atacarem jornalista da Folha O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira, pelo Twitter, que dar falso testemunho numa comissão do Congresso é crime e que atacar a imprensa “com acusações falsas de caráter sexual é baixaria com características de difamação”. “Falso testemunho, difamação e sexismo têm de ser punidos no rigor da lei”, defendeu.

Maia não falou diretamente a quem se referia, mas nesta terça-feira Hans River do Nascimento, um ex-funcionário da Yacows, agência que faz envios múltiplos de conteúdo via WhatsApp, prestou depoimento à comissão parlamentar de inquérito (CPI) das Fake News. Nascimento negou que tenha repassado informações ao jornal “Folha de S. Paulo” e acusou a repórter Patrícia Campos Mello, autora da reportagem sobre o disparo de mensagens em massa na eleição, de se insinuar sexualmente em troca de informação.

O jornal publicou uma reportagem mostrando que Hans River do Nascimento repassou voluntariamente informações à repórter e tentou convidá-la para um show, mas ela não respondeu ao convite. Ele fechou um acordo trabalhista com a empresa e não quis mais participar da reportagem.

As acusações dele foram divulgadas pelos aliados do presidente Jair Bolsonaro, entre eles seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para criticar o jornal, a repórter e as matérias que apontaram o uso desses disparos em massa pela campanha do presidente eleito.

Rodrigo Maia

Jorge William / Agência O Globo