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Maia diz que Bolsonaro mentiu sobre motivo da não expansão do Bolsa Família: 'Fala igual aos extremistas bolsominions'

João de Mari
·3 minuto de leitura
Brazil's Lower House Speaker Rodrigo Maia speaks during a key vote by the lower chamber on whether to suspend President Michel Temer and put him on trial over an alleged bribery scheme to line his pockets, in Brasilia, Brazil, Wednesday, Aug. 2, 2017. Temer appeared to have the upper-hand and is confident he can survive bribery charge vote. (AP Photo/Eraldo Peres)
Maia deu a declaração após Bolsonaro acusá-lo, nesta quinta-feira (17), de ser o responsável pelo não pagamento do salário aos beneficiários do programa (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (18) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mentiu e que o governo federal é responsável por não expandir o Bolsa Família — o 13º do programa — e disse que Bolsonaro tem discurso igual ao de “extremistas bolsominions”.

"O episódio, mais um episódio ocorrido no dia de ontem [quinta-feira], quando infelizmente o presidente da República mentiu em relação a minha pessoa. Aliás, muita coincidência, a narrativa que ele usou ontem, com a narrativa que os 'bolsominions' usam há um ano comigo em relação às MPs que perdem validade nessa casa. É a mesma narrativa”, afirmou Maia, em discurso no plenário da Câmara.

Maia deu a declaração após Bolsonaro acusá-lo, nesta quinta-feira (17), de não colocar em votação o pagamento da 13ª parcela do Bolsa Família, ou seja, de ser o responsável pelo não pagamento do salário aos beneficiários do programa.

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Como presidente da Câmara, cabe a Maia o comando das pautas de votação da Casa. Mas para Maia, a articulação para retirar o texto de pauta mostrou que é o governo que não quer votar a expansão dos programas sociais.

"É a mesma narrativa. A narrativa que eu deixei caducar a Medida Provisória do décimo terceiro [do Bolsa Família] não vem de hoje. Peguem as redes sociais dos extremistas bolsominions que você vai ver: 'Rodrigo Maia derruba e caduca Medida Provisória do 13º do Bolsa Família”, continuou o presidente da Câmara.

Pagamento do 13º do Bolsa Família

A 13º cota do benefício era uma promessa de campanha de Bolsonaro e foi paga apenas em 2019 por meio de uma MP (Medida Provisória). Durante a tramitação no Congresso, o relator da matéria, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), propôs que a parcela extra fosse estabelecida para todos os anos seguintes.

A medida, porém, perdeu a validade em 25 de março, quando estava na pauta da Câmara dos Deputados e ainda seguiria para o Senado.

Nesta sexta, antes de usar o discurso para dar uma resposta a Bolsonaro, Maia decidiu colocar em pauta uma MP que prorrogou o pagamento do auxílio emergencial, incluindo nela o pagamento do 13º do Bolsa Família em 2020.

Se for aprovada, a medida pode custar R$ 8 bilhões aos cofres públicos e não havia sido votada anteriormente a pedido do Ministério da Economia Paulo Guedes.

Retaliação ao governo Bolsonaro

De acordo com o G1, aliados do Planalto consideraram a decisão de Maia uma retaliação à declaração do presidente e passaram a articular a retirada da matéria de pauta para evitar desgaste político para o governo.

"Eu precisava fazer o meu discurso para resguardar a imagem desta Casa e da minha presidência. Porque amanhã a narrativa vai deixar de ser do 13º do Bolsa Família, e ele vai dizer que fomos nós que acabamos com o auxilio emergencial porque não votamos a MP", afirmou Maia.

Por fim, Maia disse que Bolsonaro não assume a responsabiliade de dar “o norte do nosso país”.

"Se o presidente da república tivesse tido coragem, podíamos estar discutindo o 13º do Bolsa Família aqui hoje, podíamos estar discutindo a expansão do auxílio emergencial aqui hoje."

Além disso, o presidente da Câmara coloco toda responsabilidade sobre Bolsonaro. "Se hoje o governo não consegue promover uma melhora no Bolsa Família para esses milhões de brasileiros que ficarão sem nada a partir de 1º de janeiro, a responsabilidade é exclusiva dele [Bolsonaro], que tem um governo que é liberal na economia mas não tem coragem de implementar essa política dentro do governo e principalmente dentro do Parlamento."

O Palácio do Planalto disse que não vai comentar as declarações de Maia.