Mercado abrirá em 9 h 14 min
  • BOVESPA

    129.513,62
    +1.085,64 (+0,85%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.558,32
    +387,54 (+0,77%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,43
    +0,13 (+0,18%)
     
  • OURO

    1.778,20
    +1,50 (+0,08%)
     
  • BTC-USD

    34.952,99
    +2.397,79 (+7,37%)
     
  • CMC Crypto 200

    841,39
    +54,77 (+6,96%)
     
  • S&P500

    4.266,49
    +24,65 (+0,58%)
     
  • DOW JONES

    34.196,82
    +322,58 (+0,95%)
     
  • FTSE

    7.109,97
    +35,91 (+0,51%)
     
  • HANG SENG

    29.213,65
    +331,19 (+1,15%)
     
  • NIKKEI

    29.093,00
    +217,77 (+0,75%)
     
  • NASDAQ

    14.359,75
    +5,50 (+0,04%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,8669
    +0,0046 (+0,08%)
     

Maia diz não considerar autonomia do BC urgente; defende reforma tributária e PEC emergencial

·3 minuto de leitura
.

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira que não considera urgentes temas como a autonomia do Banco Central no curto prazo, mas não descartou uma votação ainda neste ano, e aproveitou para defender novamente a aprovação da reforma tributária e da PEC emergencial.

Maia afirmou, em Conferência Itaú Macro Vision, que ainda não conseguiu interlocução com o governo para organizar uma pauta que inclua tanto o projeto que confere autonomia formal ao BC, quanto o que trata dos depósitos remunerados junto à autarquia. Acrescentou, no entanto, que "tem toda a condição de votar", desde que haja uma organização da pauta.

"Acho que, por mais defensor que eu seja das matérias, eu fico com medo de a gente estar votando coisas que queiram gerar na sociedade ou nos investidores uma expectativa e tirar da frente o que a gente deveria estar debatendo", disse Maia.

"Eu acho que aqui a gente não deveria estar debatendo autonomia do Banco Central, eu não acho que isso é urgente para hoje", ponderou.

Para ele, parlamentares devem se debruçar sobre temas como as fontes de recursos para o programa de distribuição de renda que o governo autorizou a criar, que poderiam vir, segundo Maia, do abono salarial. O deputado também citou o déficit primário e a administração da dívida, além do corte de despesas como assuntos que podem ser deixados de lado caso o foco fique centrado na autonomia do Banco Central.

"É claro que a gente tem toda condição de votar (autonomia e depósitos remunerados), não tem nenhum problema, mas eu preciso organizar a pauta", afirmou, ao comentar que ainda não conseguir discutir as matérias com o governo.

"Se a gente for voar pautas econômicas além da emergencial, a (reforma) tributária tem que estar dentro."

O presidente da Câmara disse ainda que a reforma tributária pode ser votada até mesmo em dezembro, caso haja acordo, mas cobrou um posicionamento do governo. Segundo ele, mesmo a esquerda pode apoiar a proposta mediante a inclusão de temas na reforma que não ferem seu objetivo principal.

Maia também reconheceu o risco de a sucessão à presidência da Câmara contaminar discussões como a da reforma tributária. O clima já resvala na Comissão Mista de Orçamento (CMO), onde parlamentares ligados ao atual presidente da Câmara disputam o comando do colegiado com deputados do centrão, liderados por Arthur Lira (PP-AL).

O conflito ainda não tem solução, o que atrasa a instalação da comissão e pode prejudicar o andamento de propostas importantes.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não sofreria tanto impacto, segundo Maia, porque pode ser diretamente levada ao plenário. Mas a Lei Orçamentária para o próximo ano carece de discussão na CMO, disse o presidente da Câmara.

O deputado defende ainda que a chamada Proposta de Emenda à Constituição (PEC) emergencial possa ser votada antes do Orçamento, de forma a impedir "furos" no teto do próximo ano.

A PEC tem o objetivo de regulamentar o teto de gastos com gatilhos, tratar de temas do pacto federativo e ainda criar o programa de distribuição de renda em substituição ao Bolsa Família.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos