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Magistrado do DF fala sobre sistema judiciário no metaverso

·2 min de leitura
Encontro no metaverso
Encontro no metaverso

Um juiz do Distrito Federal cogitou o uso do metaverso em sistemas de audiência judicial no futuro, assim como a inteligência artificial. Os tribunais de justiça brasileiros hoje trabalham com mais de 60 sistemas de informação distintos em seu cotidiano.

Em maio de 2021, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deixou claro que pretende até construir uma plataforma blockchain até 2030, para tornar tudo mais transparente.

Em busca de alternativas para isso, foi conduzida uma audiência pública na última terça-feira (25), onde os órgãos credenciados a participar compartilharam sua visão sobre o assunto.

Audiência judicial no metaverso? Tecnologias chegaram e já são consideradas

O Conselho Nacional de Justiça se reuniu em torno de uma audiência pública na última terça, com o tema principal sendo em torno de Padronização dos Portais dos Tribunais. A diretriz desse movimento é relacionada a “uniformizar a linguagem são essenciais para uma comunicação integrada entre os tribunais e maior acesso dos cidadãos aos serviços da Justiça“.

De acordo com o CNJ, o primeiro passo deve ser o de buscar um padrão mínimo para os tribunais, um debate que envolveu entidades representativas da magistratura, membros dos tribunais, defensoria pública e advocacia.

Essas análises e sugestões dos membros agora serão analisadas pelo CNJ, que espera melhorar a comunicação entre tribunais e com a sociedade.

Com as audiências judiciais sendo levadas para aplicativos durante a pandemia, uma das possíveis adoções futuras desses sistemas poderá ser até o metaverso, como lembrou o juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Pedro de Araújo Yung-Tay Neto.

Para isso, o magistrado lembrou que o avanço da inteligência artificial na justiça, indicando que em breve, os órgãos do judiciário deverão definir o comportamento para atuação no metaverso. Ou seja, em uma discussão pública sobre o futuro já abordou esse assunto em alta.

“Eu abro um parentese, nós precisamos pensar e trago para reflexão dos presentes: como é que o judiciário irá se comportar no ambiente do metaverso? O metaverso não é futuro, metaverso é um presente onde nós temos hoje os formandos em direito os novos profissionais que já trabalham e que já são ambientados em sistemas de metaverso.

Nós temos a relação de troca monetárias com as criptomoedas, não apenas o Bitcoin, mas centenas de criptomoedas. Nós temos os NFTs que são realidades também que em algum momento vão ter problemas e conflitos e que o judiciário será chamado também a decidir talvez este tipo de conflito”.

Ele lembrou que concorda com a padronização mínima do setor, desde que respeitada a autonomia dos tribunais.

Além disso, o juiz do DF deixou claro que a imagem que será passada para a sociedade com essa busca pela padronização é importante, pois pode mostrar uma imagem de que o judiciário está parado no tempo, ou que pensa além do nosso tempo. O juiz defendeu que os tribunais estejam abertos a novas tecnologias e melhoramentos daquelas já existentes.

Fonte: Livecoins

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