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Magazine Luiza tem prejuízo no 3° tri por financeiro, mas margem é maior em 2 anos

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) - O Magazine Luiza teve prejuízo líquido no terceiro trimestre, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, uma vez que o resultado financeiro continuou pressionando os números da varejista, ainda que a empresa tenha conseguido elevar margem de lucro ao maior patamar em dois anos.

O prejuízo líquido do Magazine Luiza foi de 166,8 milhões de reais, revertendo lucro de 143,5 milhões no mesmo período do ano passado. Em base que exclui efeitos não recorrentes, como créditos tributários e honorários de especialistas, o prejuízo foi de 146 milhões, o quarto trimestral em sequência.

Empresas de varejo vêm sendo pressionadas pela alta dos juros no país, aliada aos efeitos inflacionários, ainda que a expectativa do mercado seja de redução na Selic em 2023 e que os indicadores de preços já tenham desacelerado ante o pico.

"A gente tem trabalhado para minimizar esse impacto do CDI", disse Vanessa Rossini, gerente de relações com investidores do Magazine Luiza, à Reuters, citando redução no número de parcelas oferecidas ao consumidor e a maior participação de transações realizadas pelo Pix, que tem menos custos financeiros. O resultado financeiro da varejista ficou negativo em 556,3 milhões de reais no trimestre.

As vendas totais do Magazine Luiza (GMV), o que inclui o marketplace, subiram 2,2% na base anual, a 14,2 bilhões de reais, puxados pelo segmento online.

A base de comparação gera efeito desfavorável no percentual, já que um ano antes os números ainda eram positivamente impactados pelo boom do comércio eletrônico devido às medidas de isolamento social pela Covid-19.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 50,3%, a 527,5 milhões de reais. Analistas, em média, esperavam Ebitda de 549,3 milhões de reais, segundo dados da Refinitiv.

A margem Ebitda ajustada foi a 6%, maior nível trimestral desde o terceiro trimestre de 2020, frente a 4,1% em igual período de 2021. No segundo trimestre, a empresa reportou margem de 5,7%.

"Nesse período turbulento, o market share da companhia no online cresceu 3,2 pontos percentuais", disse a varejista em comunicado.

ONLINE SEGUE COMO DESTAQUE

O presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, disse em agosto que o avanço de margem da companhia no segundo semestre teria que vir principalmente de vendas, já que a parte de corte de despesas havia sido feita, em sua maioria, na primeira metade do ano.

As despesas operacionais cresceram entre julho e setembro ano a ano, mas a métrica como percentual da receita líquida estava na mínima em um ano.

"A receita cresceu pouco, mas cresceu. Teve uma evolução de receita que gera alavancagem operacional", disse Rossini, acrescentando que o trabalho em corte de despesas feito no início do ano ainda gera efeitos na margem.

As vendas no comércio eletrônico, que representam quase três quartos do total da empresa, subiram 2,6%, sendo 0,9% no marketplace e 3,5% em produtos de estoque do Magazine Luiza. Nas lojas físicas, a alta foi de 1,4%, com recuo de 3,6% no indicador mesmas lojas.

"Estamos animados, temos uma base de comparação menor neste (quarto) trimestre....e historicamente a Copa do Mundo é sempre muito boa", disse Rossini. "A tendência é positiva", acrescentou.

O desempenho no marketplace continuou tendo ajuda de categorias como moda e beleza, que vêm ganhando terreno nas vendas do Magazine Luiza. As duas áreas cresceram 45% e 52% no trimestre em base anual. Questionada, Rossini disse que os bens duráveis, principal negócio da companhia e que sofreram nos últimos trimestres com a queda na renda e alta dos juros, têm "tendência positiva" dadas as expectativas de evolução do cenário macroeconômico.

O Magazine Luiza teve geração de caixa operacional de 324 milhões de reais no trimestre e a posição de caixa ficou praticamente estável ano a ano e na comparação trimestral, a 9 bilhões de reais.

Em cartão de crédito, a Luizacred viu a inadimplência acima de 90 dias saltar a 9,2%, ante 7,7% em junho.

"A gente não tem crescido nossa base de cartões como nos últimos anos, mas vemos muita oportunidade de continuar expandindo a nossa carteira com a nossa base atual", disse Rossini.