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Magazine Luiza registra prejuízo de R$ 8 milhões no primeiro trimestre

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
Foto: Reuters
Foto: Reuters

A Magazine Luiza anunciou na segunda-feira (25) o registro de um prejuízo líquido de R$ 8 milhões no primeiro trimestre de 2020. O resultado já inclui o início da pandemia de coronavírus, que obrigou a varejista a fechar as portas de centenas de lojas físicas no País.

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Como comparação, no mesmo período de 2019, a companhia teve lucro líquido de R$ 125,6 milhões.

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Segundo a varejista, o resultado líquido negativo foi, de fato, decorrente do fechamento temporário das lojas físicas devido à pandemia de coronavírus e do aumento das despesas, com a consolidação da compra da Netshoes, investimentos para melhorar o serviço e aquisição de novos clientes.

A empresa estima que as lojas físicas deixaram de vender R$ 500 milhões enquanto permaneceram fechadas.

A pandemia, por outro lado, impulsionou o comércio digital, que cresceu 72,6% em relação ao primeiro trimestre de 2019, se tornando, pela primeira vez, a maior parte das vendas da varejista, com 53% do total dos primeiros três meses do ano. No último trimestre de 2019, essa fatia era de 48%.

O salto do comércio online levou as vendas totais no primeiro trimestre a crescerem 34% para R$ 7,7 bilhões. Espera-se que no segundo trimestre, cujos resultados só serão conhecidos em julho, a participação do ecommerce nas finanças da empresa seja ainda maior.

A Magazine Luiza, porém, destaca que há um "significativo desafio de rentabilização deste modelo mais monocanal. Isso porque as lojas físicas, que costumam gerar elevada contribuição positiva, estão fechadas e boa parte das despesas fixas das mesmas continuam existindo".

A companhia renegociou contratos e reduziu custos, mas não conseguiu compensar a queda de vendas nas unidades físicas.

O custo do ecommerce também aumentou, sem a opção do cliente retirar a mercadoria adquirida online na loja física, que representava 40% das vendas da Magalu.

Outro efeito das lojas fechadas foi o aumento no atraso do pagamento das faturas do Luizacred, linha de crédito em parceria com o Itaú Unibanco, que, segundo a Magalu devem ter impacto ainda maior no segundo trimestre.

Com a contração econômica em decorrência da pandemia, o Luizacred, assim como a maior parte dos bancos, aumentou a fatia de provisão para calotes em 29,7%, para R$ 274 milhões.

**Com informações da FOLHAPRESS

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