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Mães e grávidas não são poupadas em demissão de Onyx para 'despetizar'

REUTERS/Adriano Machado

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não poupou mulheres grávidas nem mães em licença-maternidade na demissão coletiva de mais de 300 servidores de cargos comissionados. As demitidas “receberão direitos e indenizações, como determina a lei”, pronunciou sua assessoria.

Despetização

Como o próprio ministro manifestou ao anunciar a exoneração, as demissões fazem parte de uma proposta de “despetização” da pasta, termo que vai de encontro com as declarações de “despetizar o governo federal”, feitas pelo presidente Jair Bolsonaro durante sua campanha eleitoral.

Para ele, é necessário governar ao lado daqueles que acreditam no mesmo projeto e não coloquem “em risco o governo” de Jair Bolsonaro.

“Vamos retirar de perto da administração pública federal todos aqueles que têm marca ideológica clara. Nós todos sabemos do aparelhamento que foi feito principalmente do governo federal nos quase 14 anos que o PT aqui ficou”, disse Onyx em seu discurso de anúncio.

Repercussão

A medida mal foi anunciada e já gerou polêmica. O principal foco da exoneração coletiva foi a Comissão de Ética da Presidência, que funciona com cerca de 10 funcionários cedidos de outros órgãos ou lotados na Casa Civil. De acordo com informações da Coluna do Estadão, as demissões afetam diretamente o andamento dos processos que investigam ministros e servidores.

Outro impacto negativo é para o corpo técnico do Palácio do Planalto, que, segundo a Folha de S. Paulo, terá que se rearticular para lidar com atrasos em pareceres importantes, como o da prorrogação dos incentivos fiscais para as regiões Norte e Nordeste.

A indignação geral foi entre os servidores demitidos, que souberam da decisão pela imprensa e foram informados oficialmente apenas no dia seguinte do anúncio, ainda segundo a Folha.

A ideia de Onyx é concluir até o fim desta semana uma avaliação desses funcionários para definir se há possibilidade de recontratação. Para a tomada de decisão, serão avaliados aqueles foram indicados nas administrações de Luiz Inácio Lula da Silva ou de Dilma, do PT.