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Mãe perde guarda de filho na Justiça e alega discriminação por ser vegana

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minutos de leitura
Patrícia Garcia perdeu a guarda do filho e alegou discriminação por ser vegana
Patrícia Garcia perdeu a guarda do filho e alegou discriminação por ser vegana

A Justiça do Paraná tirou de uma mãe a guarda do filho, de um ano e dois meses, por apresentar grave quadro de saúde e falta de vacinação. A mulher, Patrícia Garcia, alega ter sofrido discriminação por ser vegana e adepta da religião Hare Krishna.

De acordo com o portal G1, a decisão da Vara da Infância e Juventude de Foz do Iguaçu diz que a guarda do menino foi transferida ao pai, Julio Moreira, de forma provisória. A Justiça entendeu que a mãe, que cuidou sozinha do filho desde a gestação, foi negligente e que a criança corria riscos de saúde.

Patrícia, que nasceu no Paraguai, alega que não foi ouvida para poder se defender e provar que não foi negligente. Por isso, fez um abaixo-assinado online que, até a última sexta-feira (18), contava com mais de 90,6 mil assinaturas. A defesa da mãe entrou com recurso no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e aguarda que a decisão liminar do processo seja revertida.

Relatórios apresentados à Justiça apontaram que a mãe proibia a criança de consumir alimentos com proteína animal. Também não concordava com a aplicação de vacinas por questões pessoais e porque algumas eram de origem animal. A advogada da mulher explicou que o calendário de imunização estava desatualizado por recomendação médica, pois o menino apresentou alergias.

Segundo a defesa, Patrícia diz ter sofrido violência doméstica durante o casamento e, por isso, tem uma medida protetiva vigente contra o ex-marido, que podia ver o filho com permissão da mãe. O processo de transferência de guarda teve início após o processo de separação e partilha de bens do casal.

Procurada pelo G1, a defesa do pai não quis se manifestar sobre o caso de violência.

A Secretaria de Direitos Humanos de Foz do Iguaçu emitiu uma declaração dizendo que Patrícia teve o direito à maternidade violado após o filho, em fase de amamentação, ser entregue ao pai.