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Mãe e padrasto são suspeitos de espancar e matar criança de 3 anos

Não foi a primeira vez que a menina foi espancada (Foto: Reprodução/Facebook/TV Globo)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pai perdeu o contato com a menina quando ela foi morar com a mãe

  • Ela já havia sido internada após espancamento neste mês

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Micaelly Luiza de Souza Santos, de 3 anos de idade, enterrada na quarta-feira (20) no Cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo. Os principais suspeitos de espancarem e matarem a menina são o padrasto e a própria mãe, que foram presos temporariamente por 30 dias.

Ewerton Queirós Laurenço, de 30 anos, e Isadora Pereira de Souza, de 20 anos, levaram a criança já morta para o Hospital Planalto, também na Zona Leste da capital paulista na terça-feira (19). De lá, foram encaminhados para o 22º Distrito Policial de São Miguel, mas não confessaram o crime.

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A polícia aguarda os laudos dos exames periciais, que vão revelar a causa da morte da menina e se ela sofreu algum tipo de violência sexual. Não foi a primeira vez que Micaelly foi espancada: no dia 5 de novembro, a criança foi internada no Hospital Tide Setúbal com sinais de agressão.

"Nós avisamos a delegacia, o conselho tutelar, tomamos as providências. Ela foi ao IML fez o corpo de delito, foi internada até o dia 18. Recuperou-se, saiu bem do hospital. E fatalmente hoje ela apareceu morta em outro hospital", disse à TV Globo o diretor do hospital Tide Setúbal, Carlos Alberto Velucci.

Durante a internação, o caso foi caso foi avaliado pelo Fórum de São Miguel Paulista e a guarda de Micaelly foi para a avó materna, Edith Pereira. Ela diz que não entendeu que já tinha a guarda, e entregou a menina para a mãe e o padrasto na segunda-feira (18), quando a criança teve alta.

"Só falou que a guarda ia ser por 6 meses, mas ela não falou se eu podia retirar ela com papel ou sem papel, se ela podia ficar comigo, ela não falou nada", relatou Edith Pereira, a avó materna.

O Tribunal de Justiça se pronunciou sobre o caso e disse que o padrasto, o pai e avó materna foram ouvidos após a primeira internação, e que a avó recebeu as orientações do setor técnico quanto aos deveres que teria como guardiã. A direção do Hospital Tide Setúbal confirma que ela foi orientada a não permitir que a menina tivesse contato com a mãe e o padrasto.

O pai da menina, José Simão, foi ao enterro e disse que não conseguia ter contato com Micaelly desde que ela foi morar com a mãe e o padrasto.

"Não sabia endereço dela. Não sabia nada. Nós perguntávamos pros familiares o endereço dela e os familiares negavam. Falavam que não sabia onde era o endereço.”