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Madeira transparente promete ser mil vezes mais resistente do que vidro

Rubens Eishima
·2 minutos de leitura

Vidro? Plástico? Em breve, talvez tenhamos mais uma opção para listar nas especificações de materiais nas telas dos celulares. A pesquisadora Junyong Zhu, em parceria com cientistas das universidades de Maryland e Colorado, nos Estados Unidos, desenvolveu um material transparente à base de madeira que, segundo os pesquisadores, pode substituir o vidro em praticamente todas as suas aplicações atuais.

Em um artigo publicado no Journal of Advanced Functional Materials, a cientista explica que o novo material oferece um desempenho térmico e luminoso apropriado, próximo do vidro, com a vantagem de ser três ordens de magnitude (mil vezes, de 3 MJ mˉ³ contra 0,003 3.03 MJ mˉ³ do vidro) mais resistente e mais de cinco vezes superior em termos de condutividade térmica.

No caso da última característica, Zhu explica que ela ajudaria no uso do material em janelas, mantendo a temperatura interna em dias de frio de maneira mais eficiente, economizando o uso do ar condicionado.

Tratamento químico deixa madeira transparente (Imagem: reprodução/Junyong Zhu)
Tratamento químico deixa madeira transparente (Imagem: reprodução/Junyong Zhu)

Outra vantagem apontada é o fato do material ser sustentável, criado com base na madeira da balsa — popular entre aeromodelistas e na fabricação de maquetes —. Ela é tratada com um banho químico que remove sua cor e depois com álcool polivinílico (PVA, na sigla em inglês).

Além da resistência superior e da absorção de impactos, a madeira não estilhaça e tem uma certa flexibilidade — até o ponto em que se parte ao meio. Os cientistas afirmam ainda que o material é mais leve, resultando em um material menos perigoso combinando as suas características.

Apesar de o artigo descrever o uso do material no setor da construção, a alta resistência da madeira transparente oferece possibilidades interessantes de utilização em telas de celulares e tablets. O material não tem previsão de disponibilidade comercial, mas vale ficar de olho.

O estudo na íntegra pode ser conferido neste link.

Fonte: Canaltech

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