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Macron critica opacidade da vacina chinesa e seus possíveis riscos

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Trabalhador de saúde prepara dose da vacina chinesa da Sinopharm em centro de vacinação em Belgrado, 4 de fevereiro de 2021

O presidente francês, Emmanuel Macron, criticou nesta quinta-feira (4) a opacidade da vacina chinesa e seus possíveis riscos, durante um intercâmbio com um grupo de reflexão sediado em Washington, o Atlantic Council.

"Não tenho nenhuma informação sobre a (vacina) chinesa (...) É praticamente certo que se esta vacina não for adequada, facilitará o aparecimento de novas variantes" do vírus Sars-Cov-2, causador da covid-19, disse Macron.

"O Brasil (...) provavelmente é um bom exemplo do que pode ocorrer, com a situação de Manaus: pessoas infectadas, outras vacinadas e uma nova forma de covid-19", disse.

O presidente francês, que destacou "o papel importantíssimo da OMS", sobretudo na avaliação da "eficiência e da toxicidade potencial das diferentes vacinas contra a covid inicial e suas variantes", defendeu uma ciência "transparente, pertinente e (...) sob o controle dos melhores pesquisadores possíveis do mundo".

"Este não é o caso da vacina chinesa nesta etapa (...) Assim, para mim, a eficácia a curto prazo poderia vir em detrimento da eficácia de médio prazo nesta situação", advertiu.

A China, onde a covid-19 apareceu pela primeira vez no final de 2019, investiu muito dinheiro e energia na produção de vacinas.

Por enquanto, as autoridades sanitárias só aprovaram, no fim de dezembro, uma vacina, desenvolvida pelo laboratório Sinopharm.

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