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Macri vira réu em caso de espionagem a familiares de vítimas de tragédia com submarino

·2 min de leitura

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O ex-presidente da Argentina Mauricio Macri se tornou réu nesta quarta (1º) no processo em que é acusado de espionar familiares das 44 vítimas do naufrágio do submarino ARA San Juan, em 2017.

A decisão foi do juiz Martín Bava, que a defesa do ex-líder argentino quer que seja afastado do caso, por considerar que ele age com motivações políticas. Os advogados de Macri dizem que vão recorrer.

A acusação afirma que o ex-presidente realizou escutas ilegais e monitoramento digital de conversas de parentes para saber que questionamentos seriam feitos por eles ao governo.

"O governo nacional, comandado pelo acusado, espionou de modo ilegítimo os protagonistas de uma das maiores tragédias vividas pela Argentina em sua gestão. Isso foi feito, entre outras coisas, para antecipar ao presidente os movimentos e as reclamações do coletivo de familiares", diz o juiz no texto da resolução.

Macri chegou a comparecer à Justiça ao ser intimado, mas se recusou a responder perguntas, apenas apresentando um documento no qual afirma ser inocente. Como a audiência ocorreu durante a campanha eleitoral do pleito Legislativo, a presença de Macri virou um palanque para propaganda da oposição.

Também passaram a ser réus os então chefes de inteligência da Argentina, Diego Dalmau Pereyra e Martín Coste. Segundo a decisão do juiz, "a realização sistemática de tarefas de inteligência contra essas famílias estão proibidas pela lei". "Foram utilizadas para obtenção de informação, produção de inteligência, armazenamento de dados sobre as pessoas, inclusive de suas opiniões políticas e seu pertencimento a organizações partidárias, sociais, sindicais, comunitárias e de direitos humanos."

A defesa sustenta que Macri "jamais ordenou tarefas ilegais de inteligência e que a acusação implica desconhecimento de como funciona o sistema de custódia presidencial, que permite o monitoramento de pessoas que possam atuar de modo hostil contra o mandatário". No texto que apresentou ao juiz, Macri afirma ser "absolutamente inocente". "Repudio a paródia dessa descabelada acusação contra mim."

Enquanto realiza a apelação, a defesa também pede que o caso seja transferido para os tribunais federais de Comodoro Py, em Buenos Aires, porque alega que eles seriam menos parciais que o tribunal de Dolores. "As ações de um ex-presidente devem correr na capital do país", afirmou o advogado Pablo Lanusse.

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