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Macri ordena negociar novo acordo por dívida de sua família com Estado

O presidente argentino, Mauricio Macri, em Buenos Aires, no dia 16 de fevereiro de 2017

O presidente argentino, Mauricio Macri, anunciou nesta quinta-feira ter ordenado a negociação de um novo acordo sobre a milionária dívida de uma empresa de seu pai com o Estado, o que provocou um escândalo por suspeita de conflito de interesses.

"Instruí (ao ministro da Comunicação, Oscar) Aguad para voltar à estaca zero. Não há nenhum fato consolidado, não aconteceu nada, não se condenou, não se pagou, nem se cobrou", afirmou Macri em coletiva de imprensa.

Na semana passada, uma decisão na Câmara Comercial (segunda instância), de Gabriela Boquín, pedia a rejeição do acordo de junho de 2016 com o poderoso Grupo Macri por considerá-lo "danoso", "abusivo", "inadmissível" e "equiparável a um perdão de 98%" de uma dívida de quase 300 milhões de dólares.

Um procurador argentino apresentou nesta terça-feira uma denúncia judicial contra o presidente por suposto prejuízo ao Estado no acordo da dívida contraída por Franco, seu pai, depois que em 2001 a empresa familiar declarou a quebra do Correio argentino, que administrou em regime de concessão entre 1997 e 2003, quando foi estatizado.

"Sobre o tema do Correio disseram muitas coisas que não são verdade, com má fé", afirmou Macri na coletiva de imprensa ao atribuir a polêmica, entre outros fatores, a um ano eleitoral com vistas às legislativas de outubro.