Mercado abrirá em 8 h 56 min

Macri diz que turbulência está superada e nega que recorrer ao FMI seja exagero

1 / 1
Macri diz que turbulência está superada e nega que recorrer ao FMI seja exagero

SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O presidente Mauricio Macri afirmou nesta quarta-feira (16) que a turbulência que o país viveu nos últimos dias está superada. Ele fez ainda uma autocrítica e afirmou ter colocado metas muito ambiciosas por causa de seu "temperamento sempre otimista".

Segundo Macri, "muitos se irritaram com isso". Questionado sobre por que recorreu ao FMI (Fundo Monetário Internacional), Macri disse: "Estamos gastando mais do que temos e isso é uma carga que nos gera vulnerabilidade".

"Dependemos de que o mundo nos empreste. A velocidade da redução do déficit não é suficiente. É um problema que carregamos há 70 anos. Passou da hora de resolvermos", afirmou.

Ele disse que entendia que o "medo e o nervosismo" tenham sido transferidos à população, mas afirmou que a estabilização do dólar e a segurança da linha de crédito do FMI ajudarão a Argentina a manter o caminho que sua equipe crê ser o correto.

Também repassou suas atividades dos últimos dias, em que se reuniu com senadores e governadores para explicar as medidas, e, para estes últimos, que fizessem um esforço de conter os gastos sociais.

"Reconheço o esforço dos argentinos nos últimos dois anos e quatro meses. Mas continuamos tendo o mesmo problema de fundo e precisamos revertê-lo."

Macri negou que ir ao FMI seja medida exagerada. "Trata-se de uma ferramenta que está por fora dos mercados. Com esse acordo, vamos melhorar o futuro dos argentinos."

E disse que o acordo negociado nas próximas semanas "será um bom acordo".

E acrescentou: "Podemos ir ao Fundo porque não temos nada que esconder. Em meu governo não guardamos dinheiro sujo em conventos".

O presidente argentino ironizava o governo kirchnerista, acusado de guardar bolsas de dinheiro público desviado num monastério.