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Múmia mais antiga do que se imaginava pode mudar os rumos da história egípcia

·2 min de leitura

Uma nova análise de múmias egípcias antigas mostram que as técnicas de mumificação eram usadas cerca de mil anos antes do que se imaginava, mudando a percepção atual sobre as práticas funerárias históricas dos antepassados do Egito. Os pesquisadores avaliaram uma múmia conhecida como Khuwy, que pode ter sido um membro nome do alto escalão que viveu há cerca de quatro mil anos. Ela foi encontrada em um cemitério antigo da realeza perto de Cairo, ainda em 2019.

Com as novas descobertas, os arqueólogos acreditam também que Khuwy era muito mais velha do que se pensava, com a chance de se tornar uma das múmias egípcias mais antigas já descobertas. A múmia foi datada ao período do Império Antigo, comprovando que as técnicas de mumificação eram altamente avançadas. Antes da descoberta, acreditava-se que o processo de mumificação e os materiais usados para isso teriam sido alcançados somente mil anos depois, ou seja: os novos achados podem ajudar a reescrever a história egípcia no que tange a conservação de cadáveres.

"Até agora, achávamos que a mumificação no Império Antigo era relativamente simples, com dessecação básica e sem remoção do cérebro, apenas remoção ocasional dos órgãos internos", dizem os pesquisadores. "Esta múmia está repleta de resinas e tecidos, e traz uma impressão completamente diferente de mumificação. Na verdade, é mais como as múmias encontradas mil anos depois", completam.

Os arqueologistas encontraram ainda cerâmicas e jarros usados para guardar as partes do corpo durante o processo de mumificação, que também trazem pistas sobre a época. Os pesquisadores irão fazer mais testes para confirmar se os restos mortais, realmente, pertencem à Khuwy, o que deve levar entre seis a oito meses.

Fonte: Canaltech

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