México quer reformas energética, fiscal e das telecomunicações já em 2013

México, 17 jan (EFE).- O Governo mexicano apresentará em 2013 as reformas energética, fiscal e das telecomunicações para alcançar suas metas de crescimento e criação de empregos, afirmou nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Luis Videgaray.

"O que irá respaldar o crescimento econômico do país é o aumento na produtividade", disse Videgaray durante o encerramento da 17ª Conferência Anual Latino-Americana do grupo espanhol Santander, iniciada na terça-feira em Cancún.

Diante de mais de 280 investidores institucionais e representantes de 160 companhias listadas nas maiores bolsas de valores do continente, o titular da Fazenda assinalou que após a aprovação da reforma educacional será a vez da energética.

Embora Videgaray não tenha detalhado as linhas gerais dessa reforma, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, se pronunciou a favor da modernização da Pemex e da aplicação de esquemas similares aos de países que transformaram sua indústria petrolífera em uma alavanca para o desenvolvimento.

Peña Nieto assinalou que o México não deve apegar-se a paradigmas ideológicos, e sim aproveitar as experiências alheias para gerar produtos energéticos para a economia que favoreçam o desenvolvimento econômico e beneficiem a população.

Além disso, comentou que quer aumentar a participação do investimento estrangeiro nas operações da Pemex, mas sem deixar o Estado perder "a propriedade e o controle dos hidrocarbonetos".

No tema das telecomunicações, Videgaray disse que a reforma impulsionará uma maior concorrência em todo o setor para reduzir os custos dos serviços telefônicos e da imprensa, tornando-os mais acessíveis.

Entre os objetivos estão o fortalecimento da capacidade do órgão antimonopólio e o estabelecimento de tribunais para agilizar as disputas legais, comentou.

Sobre a reforma tributária, que será apresentada no segundo semestre do ano, o ministro assinalou que será "justa" e "integral", pela qual pagarão mais os que ganham mais, evitando a evasão e garantindo a solidez das finanças públicas.

O ministro destacou que, atualmente, algumas empresas e indivíduos que "não contribuem com o que deveriam" devido a um sistema fiscal complexo que "apresenta oportunidades de evasão".

A ideia é conseguir "um sistema mais simples", mas também "mais justo", sem que se torne um obstáculo para o crescimento das empresas, particularmente o das pequenas e médias, precisou.

O ex-candidato presidencial da esquerda Andrés Manuel López Obrador, por sua vez, advertiu que se oporá a qualquer tentativa de afetar a economia popular e os bens da nação, seja através do aumento do IVA ou da entrega do petróleo a particulares nacionais e estrangeiros.

Durante o encerramento do fórum, o presidente-executivo da Santander México, Marcos Martínez, ressaltou que a América Latina "está vivendo o seu momento" e apresenta uma sólida perspectiva macroeconômica.

A região conta com sistemas financeiros "solventes e bem capitalizados", além de "organismos supervisores profissionais e um vibrante e inovador ambiente competitivo", precisou.

Sobre o México, assegurou que "o mundo se volta para esse país e percebe uma nação com um sólido crescimento, mas também observa uma economia moderna e competitiva, um ator central no comércio internacional e uma voz clara na arena internacional".

Martínez indicou que Peña Nieto começou sua Administração "na direção correta" para modernizar o país e celebrou a "fina operação política para construir acordos e somar vontades que nos levem às transformações" que o México requer. EFE

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