Mercado abrirá em 2 h 48 min
  • BOVESPA

    110.334,83
    +299,66 (+0,27%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.784,58
    +191,67 (+0,43%)
     
  • PETROLEO CRU

    60,79
    +0,15 (+0,25%)
     
  • OURO

    1.724,00
    +1,00 (+0,06%)
     
  • BTC-USD

    49.131,82
    +1.994,24 (+4,23%)
     
  • CMC Crypto 200

    987,49
    +0,84 (+0,08%)
     
  • S&P500

    3.901,82
    +90,67 (+2,38%)
     
  • DOW JONES

    31.535,51
    +603,14 (+1,95%)
     
  • FTSE

    6.612,51
    +23,98 (+0,36%)
     
  • HANG SENG

    29.095,86
    -356,71 (-1,21%)
     
  • NIKKEI

    29.408,17
    -255,33 (-0,86%)
     
  • NASDAQ

    13.206,50
    -73,25 (-0,55%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7721
    -0,0235 (-0,35%)
     

México aceita pedido da ONU e vai ceder vacinas da covid-19 para países mais pobres

·2 minuto de leitura
O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, antes do jantar de trabalho na Casa Branca, em 8 de julho de 2020, em Washington, D.C.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, disse no domingo (17) que aceitava uma redução no ritmo de entrega das vacinas da Pfizer/BioNTech contra a covid-19, respondendo a um apelo da ONU aos países ricos para que compartilhassem doses extras compradas com as nações mais pobres.

"Estamos de acordo com isso, que baixem (as doses) e depois reponham o que pertence a nós", afirmou o presidente do México durante um evento público no estado de Guerrero.

López Obrador não deu detalhes sobre a magnitude da redução, a data de aplicação do corte, ou quando as vacinas serão respostas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou na última sexta-feira (15) o "fracasso da solidariedade" diante da vacinação, criticando que países mais prósperos compram doses além de suas necessidades, "enquanto os mais pobres do mundo não têm nenhuma".

Ele também apontou que é "essencial" que os países se comprometam a compartilhar doses excessivas de vacinas.

O México fechou um acordo no início de dezembro com a Pfizer para comprar 34,4 milhões de doses, suficientes para proteger 17,2 milhões de pessoas.

A primeira remessa, de apenas 2.925 doses, chegou no último dia 23 de dezembro, mas as quatro seguintes foram maiores, até somarem 546.975 em 12 de janeiro.

López Obrador se mostrou a favor de que "não haja acumulação" e que a ONU "disponibilize essas vacinas aos países mais pobres".

"De qualquer modo, não muda o nosso plano, porque já estamos procurando outras vacinas, não só a da Pfizer (...) De modo que vamos ter vacinas suficientes", acrescentou o presidente de esquerda.

Horas após o anúncio de López Obrador, as autoridades sanitárias confirmaram a renúncia da dra. Miriam Veras Godoy, responsável pelo plano nacional de vacinação contra a covid-19, por "motivos pessoais".

"Não deixa um buraco. Ela simplesmente tomou esta decisão, e continuaremos caminhando com uma operação que tem grandes desafios", afirmou Ricardo Cortés, diretor de Promoção da Saúde do México, ao comentar a saída de Miriam Veras.

O país tem também acordos de aquisição com o projeto sino-canadense CanSinoBio (35 milhões de doses) e com a britânica AstraZeneca (77,4 milhões), além de fazer parte da iniciativa internacional Covax, que lhe permite a compra de mais 51,6 milhões, e planejar a compra de 24 milhões de unidades da vacina russa Sputnik V.

Com 128 milhões de habitantes, o México é o quarto país com mais mortes na pandemia, com 140.241 óbitos, conforme balanço da AFP com base em dados oficiais.

jla/mps/ic/tt