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Médicos negros dos EUA combatem mitos sobre Covid no Clubhouse

William Turton
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- No último ano, o médico Daniel Fagbuyi disse que trabalhou em turnos de 12 a 14 horas no pronto-socorro tratando pacientes de Covid-19. Fagbuyi recentemente conseguiu um trabalho extra, mas não está recebendo nada.

“Eu completo meu turno, lavo o rosto, troco de roupa e entro no app”, disse Fagbuyi, que mora em Washington D.C. O aplicativo é o Clubhouse, uma ferramenta relativamente nova para convidados que hospeda salas de bate-papo interativas apenas com áudio. A popularidade do aplicativo disparou nos últimos meses, resultado de pessoas que buscam um senso se comunidade e conversas em meio às restrições de mobilidade e publicidade de seu principal investidor, a empresa de capital de risco Andreessen Horowitz.

Fagbuyi é apenas uma das dezenas de médicos e profissionais de saúde negros que assumiram a responsabilidade de combater a desinformação sobre a Covid-19, que proliferou no aplicativo juntamente com o aumento de novos usuários. Ao contrário do Facebook, Twitter ou Youtube, onde as empresas tentaram impor regras sobre conteúdo questionável, o Clubhouse deixa a moderação para os usuários do aplicativo, que controlam quem pode falar em certas salas.

Profissionais de saúde de várias origens também estão no Clubhouse. Alguns deles, como Fagbuyi, buscam combater a desinformação. Mas o esforço assumiu maior urgência entre profissionais médicos negros, de acordo com vários dos participantes e pesquisadores. Eles dizem que o Clubhouse se tornou tão popular e influente na comunidade negra que falsas alegações sobre a Covid-19 e vacinas não podem ser ignoradas.

“Os negros estão agindo como os primeiros a responder à crise de desinformação”, disse Erin Shields, um organizador da MediaJustice, uma ONG de justiça social. Alguns dos profissionais médicos disseram que foram intimidados e assediados por suas iniciativas.

O Clubhouse não quis comentar.

Fagbuyi, ex-especialista em biodefesa e saúde pública do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, disse que amigos o incentivaram a usar o aplicativo para combater fake news. Usuários do Clubhouse estavam espalhando teorias da conspiração sobre a tecnologia 5G estar associada ao coronavírus e sobre a segurança das vacinas, segundo lhe informaram.

“Eles diziam: ‘Isso é ruim, precisamos de você aqui’”, afirmou Fagbuyi. Então, em novembro, Fagbuyi comprou um iPhone e começou a trabalhar como moderador não remunerado no aplicativo. O Clubhouse, que permite aos usuários participar de salas de bate-papo com áudio, está disponível apenas em iPhones.

Desde então, Fagbuyi disse que tem trabalhado para identificar áreas do Clubhouse onde possa alcançar pessoas que estejam dispostas a ouvir. Mas alguns grupos são mais difíceis do que outros. Os criadores de certas salas do Clubhouse não estão interessados em se envolver em uma discussão, mas sim promover teorias da conspiração e desacreditar os médicos, afirmou.

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