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Médicos do Emílio Ribas, em SP, alertam para aumento de internações por COVID-19

Fidel Forato
·3 minuto de leitura

Nas últimas semanas, hospitais privados da cidade de São Paulo registram um aumento de internações devido à COVID-19. Em outubro, o número de pacientes internados em decorrência do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Hospital Sírio-Libanês.era 80 e, agora, chegou a 120. Nesse cenário, médicos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas também apontam para crescimento nas hospitalizações, segundo levantamento da BBC News Brasil.

De acordo com o médico Jaques Sztajnbok, que supervisiona pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Emílio Ribas, desde o início da epidemia da COVID-19 as unidades estão, de forma geral, preenchidas, já que atendem outros hospitais da rede pública. No entanto, há semanas foi notada uma redução de pacientes no pronto-socorro do instituto e a busca por atendimentos relacionados ao coronavírus também foi reduzida.

Casos de internação devido à COVID-19 voltam a crescer em hospital de SP (Imagem: Reprodução/ Fernando Zhiminaicela/ Pixabay )
Casos de internação devido à COVID-19 voltam a crescer em hospital de SP (Imagem: Reprodução/ Fernando Zhiminaicela/ Pixabay )

Esses poderiam ser considerados sinais positivos de que a situação epidemiológica em São Paulo, mas a atual situação da COVID-19 traz um alerta. Isso porque pedidos de internações voltaram a aumentar e a busca por atendimentos a suspeitas de infecções pelo coronavírus também cresceram. "Temos a impressão nítida de que a situação voltou a piorar", afirma Jaques para a BBC.

Situação diferente do pico da epidemia

No histórico da epidemia, o Emílio Ribas foi o primeiro hospital da rede pública da capital a registrar lotação na UTI. "A minha impressão é de que é inevitável que os casos aumentem novamente. É muito nítido que a situação está ficando pior em São Paulo. O aumento recente no movimento do Emílio Ribas mostra isso", defende o médico Jaques.

Em paralelo, o governo de São Paulo não confirma que a situação da COVID-19 esteja piorando no estado. Um dos motivos seja a dificuldade de contabilizar os casos da cidade. Em nota divulgada na sexta-feira (13), a Secretária de Saúde afirma: "O Estado de SP mais uma vez não conseguiu fazer o processamento total de dados de COVID-19 por problemas no sistema SIVEP do Ministério da Saúde". Ou seja, é possível que o cenário seja incompleto.

A tendência é de aumento das internações por causa da COVID-19 (Imagem: Reprodução/ Sasin Tipchai / Pixabay )
A tendência é de aumento das internações por causa da COVID-19 (Imagem: Reprodução/ Sasin Tipchai / Pixabay )

Também é importante ressaltar que, até o momento, a situação é bastante diferente dos picos da epidemia na capital, embora cresça. Já que, no Emílio Ribas, mais de 100 pacientes, de diferentes hospitais de São Paulo, chegaram a aguardar, simultaneamente, uma vaga na UTI do local. "As solicitações, que chegaram a 104 para uma vaga de UTI, foram caindo com o passar dos meses. Diminuíram para 80, depois 60... até que não havia mais pedidos", detalha Jaques. Desde o final de agosto, esses pedidos de UTI vinham diminuindo consideravelmente.

O que esperar da COVID-19 em São Paulo?

Para o infectologista Sergio Cimerman, da diretoria técnica do Emílio Ribas, os números atuais em decorrência da COVID-19 não se comparam aos novos registros da rede privada de São Paulo. "A piora [no instituto de infectologia] atual não é expressiva como nos particulares", explica. Além disso, Cimerman defende que ainda não é possível avaliar o atual avanço do contágio na capital.

Para fazer essa afirmação, de forma segura, é preciso esperar os próximos dias ou até mesmo semanas para analisar se há um atual avanço do coronavírus (ou não). "Como o fluxo nos hospitais privados aumentou muito, muita gente testando positivo, é provável que isso se propague para as unidades públicas [do Estado] também", pensa o infectologista Sergio.

De forma mais incisiva, Jaques Sztajnbok prevê que o aumento de casos da COVID-19 na cidade é inevitável, afinal houve um relaxamento de medidas que poderiam prevenir o contágio. "A adesão ao uso da máscara caiu, muitos não adotam o distanciamento social e há aglomerações. Por exemplo, muitas pessoas têm frequentado bares, restaurantes ou outros locais fechados que não seguem as normas sanitárias e agem como se não tivesse uma pandemia em curso", concluí.

Fonte: Canaltech

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