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Médicos ainda têm poucas respostas sobre o que causa a COVID de longa duração

Natalie Rosa
·3 minuto de leitura

Durante os meses iniciais da pandemia, alguns pacientes começaram a notar que os sintomas da COVID-19 estavam demorando mais do que o tempo normal para ir embora, muitas vezes se prolongando por vários meses, mesmo com os novos resultados de testes sendo negativos. Segundo o médico David Strain, que comanda os estudos sobre os impactos a longo prazo da doença na British Medical Association, ainda são poucas as respostas sobre o que vem causando esses efeitos prolongados.

O profissional, em entrevista à DW, revela que também não há informações sobre formas de acelerar a recuperação de quem está sofrendo de COVID de longa duração. "Recebo muitos relatos de pessoas que, por exemplo, estão tomando multi-vitamínicos ou outros suplementos para a saúde e que juram que isso vem fazendo uma grande diferença para elas", comenta o médico, reforçando que não existem respostas definitivas para o problema até então.

<em>Imagem: Reprodução/engin akyurt/Unsplash</em>
Imagem: Reprodução/engin akyurt/Unsplash

Não só a COVID de longa duração é uma incógnita para os cientistas, como também a própria doença em si ainda é muito misteriosa, por mais que já existam vacinas. Questionado sobre a investigação sobre o que causa os efeitos prolongados da doença, Strain conta que está pesquisando as mitocôndrias, conhecidas como impulsionadoras das células. "Você pode pensar nela como a bateria que carrega o seu corpo. Basicamente, sabemos que a COVID-19 ataca essa bateria", exemplifica.

Com base nessa analogia, o médico e a equipe de pesquisadores acreditam que algumas pessoas simplesmente não recarregam essa bateria após contrair a doença, sendo então a teoria trabalhada no momento. "É como ter um iPhone antigo. Não importa por quanto tempo você o deixe conectado, ele não receberá a carga necessária", completa o profissional. Outra possibilidade citada na entrevista é que muitos acreditam se tratar de uma doença autoimune, em que os próprios anticorpos atacam as células saudáveis, o que acaba deixando danos permanentes nos pulmões e nos vasos sanguíneos. "A realidade é que pode ser uma combinação de várias causas diferentes", reforça Strain.

<em>Imagem: Reprodução/Parentingupstream/Pixabay </em>
Imagem: Reprodução/Parentingupstream/Pixabay

Estatísticas

Segundo dados de um órgão de estatísticas do Reino Unido, o Office of National Statistics (ONS), 20% das pessoas que tiveram qualquer sintoma da COVID-19 sofrem de alguma doença debilitante em cerca de seis semanas. O mesmo acontece com 10% das pessoas que não precisaram de hospitalização ou qualquer cuidado adicional, e 10% das pessoas que já testaram positivo para o coronavírus em algum momento terão sintomas prolongadas em cerca de três meses.

Strain traz dados sobre o seu estudo, mostrando que 86% das pessoas voluntárias que apresentam sintomas de COVID prolongada são mulheres jovens e saudáveis, citando ainda que muitas das pessoas que estão sofrendo da doença por muito tempo também eram jovens ativos. Em relação a essas estatísticas, o médico diz que existe a possibilidade de ser uma coincidência e de estas pessoas estarem percebendo a duração dos efeitos mais do que as outras.

Ainda que não haja formas comprovadas de evitar a COVID prolongada, o médico cita a energia mais uma vez, reforçando a necessidade de manter as "baterias recarregadas" para que a recuperação se torne mais rápida, na medida do possível.

Fonte: Canaltech

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